ECONOMIA

Banco Central sinaliza queda de juros


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O Banco Central (BC) explicou que julgou adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros em sua próxima reunião, em março, após a análise de um "amplo conjunto de informações, incluindo a dinâmica recente da inflação e os sinais mais claros de transmissão da política monetária (a alta taxa de juros para a inflação), considerando suas defasagens". A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia foi mantida estável em 15% ao ano pela quinta vez seguida para conter as pressões inflacionárias.

Cairá 0,25 ou 0,5 ponto percentual

Essa será a discussão daqui para frente: a redução na taxa básica de juros será de 0,25 ou 0,5 ponto percentual? Considerando a postura conservadora adotada até agora pelo Banco Central a aposta inicial é de queda de 0,25 ponto percentual. O mercado via Boletim Focus aponta taxa de 12,25% na virada deste ano, assim, quedas gradativas não estão descartadas. A ver.

Para que serve a taxa básica de juros?

A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do Banco Central para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre e ainda rolar a dívida pública.

Buraco nas contas públicas:

R$ 55 bilhões de déficit primário

As contas do setor público apresentaram um déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central. O desempenho por ente federativo foi o seguinte: governo federal registrou déficit de R$ 58,68 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 9,53 bilhões; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 5,87 bilhões. Somente em dezembro, as contas públicas registraram um resultado positivo de R$ 6,25 bilhões, contra um saldo positivo de R$ 15,74 bilhões no mesmo mês de 2024.

O que é déficit primário?

O déficit primário acontece quando as receitas com impostos ficam abaixo das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Em caso contrário, há superávit. O resultado engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.

Incorporando juros o déficit

atinge R$ 1,06 trilhão

Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta - no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional -, houve déficit de R$ 1,06 trilhão nas contas do setor público em 2025 — o equivalente a 8,34% do PIB. Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

Produção industrial caiu 1,2% em dezembro

A produção industrial caiu 1,2% em dezembro de 2025 frente a novembro, na série com ajuste sazonal, na queda mais intensa desde julho de 2024. Na comparação com dezembro de 2024, a produção industrial avançou 0,4% e interrompeu dois meses seguidos de taxas negativas. Em 2025, o setor acumulou alta de 0,6%, depois de crescer 3,1% em 2024, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. Na passagem de novembro para dezembro, as quatro grandes categorias econômicas recuaram e 17 dos 25 ramos pesquisados registraram queda. Apesar do recuo na margem, a produção industrial ficou 0,6% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, mas ainda permanece 16,3% abaixo do recorde de maio de 2011.

De olho no seu bolso!

Conforme alertamos o ano começou com despesas sazonais importantes: IPVA, matrícula escolar, material escolar, entre outras. Somam-se a isso as despesas efetuadas em dezembro que ficaram para o início do ano, portanto, não dá mais para adiar o controle financeiro do orçamento dólar. Reúna a família discuta as despesas e faça um esforço para aumentar as receitas. Adiar isso é perder qualidade de vida. De olho no seu bolso!

Mude já, mude para melhor!

Existe felicidade plena? Talvez não, mas podemos focar no que há de positivo nas pessoas e nos aproximarmos da plenitude. Mude já, mude para melhor!

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