ECONOMIA

Banco Central mantém os juros em 15% ao ano


| Tempo de leitura: 4 min

Em decisão unânime o colegiado que compõe o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano. É a quinta reunião que mantém a taxa neste patamar. A nota do Banco Central indica que as pressões inflacionárias ainda preocupam, portanto, é prudente manter o aperto monetário. O Brasil tem a segunda maior taxa real de juros (descontada a inflação) do mundo: 9,23% ao ano, perdendo somente para a Rússia cuja taxa real é de 9,88% ao ano. Lembrando que a taxa de juros é utilizada para reduzir e controlar a inflação, bem como ser uma taxa atrativa para que os investidores podem adquirir e rolar os títulos públicos.

Banco Central americano também

mantém juros inalterados

O FED, Banco Central americano, também manteve a taxa básica de juros inalterada entre 3,5% e 3,75% ao ano. Vale destacar que nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, a taxa é definida em uma banda de flutuação. Mercado de trabalho está estável, mas a inflação persiste e crescimento econômico é consistente, justificando a manutenção dos juros no patamar atual.

E eu com isso?

Continua atrativo ao capital estrangeiro investir no Brasil, posto que o diferencial de juros favoráveis ao Brasil se mantém inalterado. Além disso, dados os eventos geopolíticos mundiais, o capital estrangeiro tem aportado recurso em países emergentes, incluindo o Brasil, com isso, o dólar perde força no mundo todo e também por aqui.

Prévia da inflação fica em 0,2%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial, foi de 0,20% em janeiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou 0,05 ponto percentual (p.p.) abaixo do registrado em dezembro, quando o índice avançou 0,25%. Em janeiro de 2025, o indicador havia subido apenas 0,11%, o menor avanço para o primeiro mês do ano desde o início do Plano Real. No primeiro resultado de 2026, o IPCA-15 acumulou alta de 4,50% na janela de 12 meses. O indicador permanece acima da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, mas dentro do intervalo de tolerância, que vai de 1,50% a 4,50%.

Contas externas tem rombo de

US$ 68,8 bilhões em 2025

O déficit das contas externas brasileiras avançou para US$ 68,8 bilhões no ano de 2025, ao mesmo tempo em que o investimento estrangeiro direto no país também subiu, informou o Banco Central (BC). Um déficit nas contas externas significa que o Brasil enviou mais dinheiro pra fora - importando bens e serviços e transferindo lucros, por exemplo - do que recebeu dinheiro do exterior. Em 2024, o déficit das contas externas somou US$ 66,2 bilhões em 2024. O rombo de 2025 foi o pior resultado para um ano fechado desde 2014, ou seja, em 11 anos. A série histórica do BC tem início em 1995.

Detalhando o Balanço de Pagamentos

O saldo em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do país, é formado por: balança comercial: que é o comércio de produtos entre o Brasil e outros países; serviços: adquiridos e prestados por brasileiros no exterior; e rendas: remessas e recebimentos de juros, lucros e dividendos do Brasil e o exterior. A piora das contas externas está relacionada principalmente com o desempenho da balança comercial, que teve superávit de US$ 59,9 bilhões em 2025 (metodologia de cálculo do BC). Em 2024, o saldo positivo foi maior: US$ 65,9 bilhões. A conta de serviços, entretanto, que registra receitas e despesas com transportes, seguros, serviços financeiros e viagens internacionais, entre outros, mostrou déficit de US$ 52,9 bilhões em 2025. Em 2024, o saldo negativo foi de US$ 55,2 bilhões. Já a conta de renda (primária), que considera remessas de como lucros, dividendos e juros, também mostrou resultado negativo, que totalizou US$ 81,3 bilhões em 2025. No ano anterior, o saldo negativo totalizou US$ 81,3 bilhões. O BC informou, ainda, que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira aumentaram na comparação de 2025 com 2024. Os estrangeiros trouxeram US$ 77,6 bilhões em investimentos no ano de 2025, contra US$ 74,1 bilhões no ano anterior. Para 2026, o Banco Central estima uma queda dos investimentos estrangeiros diretos no país para US$ 70 bilhões.

Mude já, mude para melhor!

Sempre é possível se reinventar e buscar motivação em tudo que acontece na vida. Mude já, mude para melhor!

Comentários

Comentários