NOVO GOLPE

IPVA 2026 vira alvo de golpes digitais com boletos e Pix falsos

da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Com o início do calendário de pagamento do IPVA 2026 em diversos estados brasileiros, o imposto passou a integrar a lista dos principais alvos de golpes digitais registrados em janeiro.

Autoridades e especialistas em segurança da informação alertam para a sofisticação crescente das fraudes, que utilizam engenharia social, boletos falsos, pagamentos via Pix e sites dublês para enganar proprietários de veículos e desviar recursos financeiros.

Segundo o diretor da Datalege Consultoria Empresarial, Mario Toews, especialista em Direito Digital e Segurança da Informação, os cibercriminosos estão adaptando suas estratégias ao contexto do IPVA, combinando abordagens psicológicas com técnicas tecnológicas capazes de capturar dados pessoais e induzir pagamentos fraudulentos. De acordo com ele, a rapidez com que esses golpes evoluem exige atenção constante e, principalmente, conscientização da população para evitar prejuízos. “Esses golpes estão evoluindo muito rapidamente e exigem atenção cada vez maior e, principalmente, conscientização das pessoas para não se tornarem vítimas”, afirma.

Entre as tendências de ataque identificadas neste início de 2026 estão o envio de mensagens SMS com links que direcionam para páginas falsas, criadas para imitar portais oficiais ou oferecer supostos descontos no imposto. Também são comuns os chamados sites dublês, que reproduzem quase fielmente a identidade visual de secretarias da Fazenda, Detrans ou plataformas de pagamento, dificultando a identificação da fraude por usuários menos atentos. Além disso, e-mails persuasivos prometendo reduções significativas no valor do IPVA continuam sendo utilizados, muitas vezes com dados reais para dar aparência de legitimidade. Ao clicar nesses links, a vítima é levada a ambientes fraudulentos que coletam informações sensíveis ou direcionam pagamentos via Pix para contas controladas por criminosos. Há ainda casos de boletos falsos, enviados por e-mail ou outros meios que simulam origem oficial, mas que resultam em prejuízo financeiro direto ao contribuinte.

O especialista ressalta que a promessa de descontos elevados ou condições excepcionais inexistentes nos programas oficiais é um dos principais gatilhos explorados pelos golpistas, reduzindo a capacidade crítica das vítimas no momento da decisão. Além do prejuízo financeiro, Toews chama atenção para o risco de exposição de dados pessoais, já que muitos golpes solicitam informações como CPF, placa do veículo e Renavam antes de gerar boletos ou QR codes para pagamento. Ele alerta que, uma vez realizada a transferência para contas fraudulentas, a recuperação dos valores costuma ser extremamente difícil.

Relatórios recentes sobre crimes digitais no Brasil indicam que o país enfrenta altos índices de fraudes virtuais, especialmente em períodos de grande movimentação financeira, como o pagamento de tributos. Para Toews, a combinação de atenção redobrada, verificação ativa das informações e uso exclusivo de canais oficiais é fundamental para evitar cair em armadilhas. “Atenção redobrada, verificação ativa das fontes de informação e uso de canais oficiais são medidas essenciais para garantir que os pagamentos sejam feitos corretamente, sem exposição a riscos cibernéticos”, reforça.

Como forma de prevenção, o especialista orienta que os contribuintes acessem apenas os sites oficiais das secretarias da Fazenda estaduais ou dos Detrans para emissão das guias e geração de QR codes de pagamento. Ele também recomenda não clicar em links recebidos por SMS, e-mail ou redes sociais que prometam descontos, conferir cuidadosamente a URL dos sites antes de inserir dados pessoais, desconfiar de ofertas fora dos padrões oficiais, manter sistemas de segurança atualizados e compartilhar informações sobre essas fraudes com familiares e colegas, fortalecendo a cultura de proteção digital.

Comentários

Comentários