ECONOMIA

Inflação na Argentina fecha 2025 em 31,5%


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Argentina encerrou 2025 com inflação de 31,5%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado ficou bem abaixo dos 117,8% registrados em 2024. Em dezembro, o indicador acelerou pelo quarto mês consecutivo, a 2,8% no mês, acima dos 2,5% registrados em novembro. Os dados do Indec mostram que o índice oficial de preços da Argentina apresentou forte melhora no ritmo mensal ao longo de 2024, primeiro ano da gestão do presidente Javier Milei. Em 2025, no entanto, a taxa mensal permaneceu entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%. O cenário se tornou menos favorável a partir de maio, quando os números passaram a indicar uma aceleração gradual da inflação. O país passou por um forte ajuste econômico sob o comando de Milei. No segundo semestre de 2025, uma crise política afetou as expectativas, e o líder argentino buscou o apoio de Donald Trump, nos Estados Unidos, para conter a instabilidade nos mercados e no câmbio.

Crescimento dos emergentes será menor

O crescimento dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento deve desacelerar para 4% em 2026, em comparação ao crescimento de 4,2% registrado em 2025. Para o Brasil, a estimativa é de uma expansão de 2% neste ano, após a alta de 2,3% em 2025. As estimativas foram divulgadas no relatório semestral Perspectivas Econômicas Globais do Banco Mundial. Excluindo a China, no entanto, a instituição estima que a taxa de crescimento de 2026 para os mercados emergentes e das economias em desenvolvimento será de 3,7%, sem alterações ante 2025. Segundo o Banco Mundial, o crescimento da China vai diminuir de 4,9% em 2025 para 4,4% neste ano. Ambas as previsões representam um aumento de 0,4 ponto percentual (p.p.) em comparação à estimativa de junho - reflexo do estímulo fiscal e do aumento das exportações para mercados fora dos Estados Unidos.

Serviços em queda

O volume do setor de serviços do Brasil caiu 0,1% em novembro em relação a outubro e teve alta de 2,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado foi pior do que o esperado pelo mercado, uma vez que pesquisa da Reuters projetava avanço de 0,2% ante outubro. Na base anual, a projeção era de avanço de 3%. O setor de serviços se encontra 20,0% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Em relação a novembro de 2024, na série sem ajuste sazonal, o volume de serviços cresceu 2,5%, vigésimo resultado positivo consecutivo.

Tesouro Nacional faz alerta sobre a Dívida Pública

O Tesouro Nacional divulgou um relatório de projeções fiscais que mostra que a dívida bruta do Brasil pode atingir cerca de 95% do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo dos próximos dez anos caso a legislação atual seja mantida sem medidas adicionais de aumento de receitas ou de ajuste fiscal. Segundo o documento oficial, a Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios, promulgada em setembro de 2025, retirou parte das despesas com sentenças judiciais do cálculo do limite de gastos do arcabouço fiscal. Essa mudança amplia a margem para despesas discricionárias (não-obrigatórias), como custeio da máquina pública e investimentos, mas também eleva a trajetória do endividamento ao longo do tempo.

Relatório mostra dois cenários

O relatório mostra dois cenários: um com a legislação em vigor e outro incluindo medidas já aprovadas posteriormente, como cortes lineares de benefícios tributários e reforços fiscais ainda em discussão. Em ambos, o ritmo de crescimento da dívida permanece acima do registrado nos últimos anos. Por exemplo, mesmo com ações adicionais, a dívida tende a se manter elevada, com projeções que indicam redução marginal após 2032. Atualmente, a dívida bruta (que engloba a União, os Estados, municípios e estatais não financeiras, com exceção da Petrobras) fechou o ano de 2025 em aproximadamente 79,3% do PIB, de acordo com estimativas preliminares do Tesouro. O relatório também destaca que a retirada dos precatórios do cálculo fiscal cria um "espaço fiscal" que pode ser usado para outras despesas, mas ao mesmo tempo significa que o total de gastos do governo aumenta. A projeção é de que as despesas primárias fiquem, em média, 0,5 ponto percentual do PIB acima do previsto originalmente entre 2026 e 2035, impulsionadas pelo crescimento médio anual das despesas com precatórios e RPV (requisições de pequeno valor).

Mude já, mude para melhor!

A cada ano devemos nos reiventar e definir metas desafiadoras para sairmos da zona de conforto. Mude já, mude para melhor!

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