A Polícia Civil de Bauru obteve na Justiça a quebra do sigilo bancário das contas de Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40. Eles foram presos suspeitos pelo latrocínio (roubo seguido de morte) de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, cujo corpo é procurado por meio escavações que completaram 15 dias nesta quarta-feira (14), na propriedade da vítima, no bairro rural Rio Verde. O casal afirmou à polícia ter jogado a idosa em um poço com 30 metros de profundidade, instalado no local.
Além de tentar localizá-la, a Polícia Civil aguarda informações de instituições bancárias para apurar se houve desvio de dinheiro de Dagmar por parte dos suspeitos, no período em que passaram a trabalhar para ela, entre o final de 2019 e o início de 2020. A reportagem apurou que até mesmo entre feirantes colegas da vítima, que atuam na Praça Nabih Gebara, conhecida como Praça da Assenag, no Jardim Estoril, circulam versões sobre eventuais extorsões praticadas em 2025, ano em que a idosa passou a faltar ao trabalho que mantinha com tanta seriedade.
Depois, Dagmar despareceu, o que ensejou o registro do caso na Polícia Civil e a consequente investigação, que está em andamento. A expectativa do delegado responsável pelo inquérito, Alexandre Protopsaltis, é de que o corpo seja encontrado em breve, ainda nesta semana. Ele, inclusive, elogiou a dedicação da equipe de servidores municipais, que trabalha no terreno com apoio de maquinário pesado da Secretaria Municipal de Infraestrutura e sob coordenação do diretor da pasta, Etelvino Zacarias Martins, o Teo.
Durante as escavações, um imóvel secundário localizado no sítio, onde o casal morava com três crianças atualmente sob responsabilidade do Conselho Tutelar, precisou ser demolido na última terça-feira (6).
A prisão
No início das apurações sobre o desaparecimento da idosa, a Polícia Civil identificou que o veículo da vítima, um Fiat Strada, também havia tinha sumido. O carro foi localizado após ser negociado pela dupla em diferentes cidades. O casal suspeito foi preso no dia 24 de dezembro, no Paraná, e permanece à disposição da Justiça.
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