A demolição de uma casa situada dentro da propriedade de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, marcou mais uma etapa das buscas pelo corpo da idosa, assassinada e jogada em um poço com mais de 30 metros de profundidade, no bairro rural Rio Verde, em Bauru, conforme informaram os caseiros presos suspeitos pelo crime. A derrubada do imóvel foi feita nesta terça-feira (6) para permitir o avanço das escavações e garantir a segurança das equipes que atuam no local.
O trabalho envolve equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Obras), que atuam com maquinário pesado da Prefeitura, além da Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros. De acordo com o diretor da pasta, Etelvino Zacarias Martins, o Teo, a demolição foi autorizada pela Polícia Civil após contato com um herdeiro da vítima.
Teo destaca que o imóvel derrubado não era a residência onde Dagmar morava. “A casa demolida não é a principal. A residência da vítima fica mais afastada. A que foi demolida era utilizada pelo caseiro e precisou ser retirada para que as buscas avancem com segurança”, reiterou.
O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). Dagmar vivia sozinha em um sítio, onde também vivia um casal de caseiros, que ocupava outra casa na mesma propriedade. Durante as investigações, a Polícia Civil constatou o desaparecimento do veículo da idosa, um Fiat Strada, que foi localizado posteriormente após negociações em diferentes cidades.
O casal suspeito foi preso no dia 24 de dezembro, no Paraná, onde os filhos ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar. Amigos da vítima relataram que ela enfrentava conflitos com os caseiros e desconfiavam de extorsões.