Na condição de cofundadora do Conselho Municipal de Políticas Para Mulheres, me vejo no dever de manifestar a minha indignação diante do descaso de nossas autoridades perante o tema.
No 26 de dezembro presenciei, na porta de minha casa, o fato mais traumatizante da minha vida. Uma mulher com Medida Protetiva contra o ex-companheiro por violência física foi assassinada com tiro à queima-roupa diante do filho do casal, de apenas 8 anos. Nós, mulheres, precisamos nos unir e cobrar mais eficiência e menos burocracia diante de casos extremos. Por que não colocar tornozeleira eletrônica e monitorar o agressor no ato da denúncia?
Por que não afastar o agressor no ato da denúncia? Necessitamos de um juizado especial com ação imediata, onde o desespero da vítima seja levado em conta. Vamos acabar com o feminicídio, a vida da mulher importa, sim.