A Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru) participou, nesta semana, de reunião com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para discutir projetos visando à preservação e à recuperação de importantes áreas ambientais no município.
O encontro foi virtual e ocorreu na tarde desta segunda-feira (29). O município foi representado pela vice-prefeita Juliana Fabre e pelo secretário de Proteção e Defesa Civil, Rodrigo de Paula. Pelo Ibama, quem participou da reunião foi o diretor-presidente do órgão, Rodrigo Agostinho.
Um dos temas discutidos foi a preservação de uma área ambiental com remanescentes da Mata Atlântica existente no território de Jaú, na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Amadeu Botelho, que é considerada um dos últimos fragmentos deste tipo de bioma no município.
A Reserva Ecológica tem área de 143 hectares, é circundada por três cursos de água e conta com árvores seculares, cachoeira, macacos, esquilos, veados, lagartos e uma variedade de pássaros, insetos e plantas, além de trilhas para educação ambiental, estudo de fauna e flora e ecoturismo.
Os integrantes dos governos municipal e federal debateram os riscos de incêndios florestais na região e medidas de mitigação de possíveis impactos ambientais. Além disso, segundo a Prefeitura de Jaú, o Ibama se comprometeu a enviar equipamentos de combate ao fogo para o município.
O segundo tema relevante colocado em pauta foi a elaboração de projetos visando à recuperação da Marambaia, complexo de águas localizado em uma área entre Jaú, Bariri e Itapuí considerado destino para a migração de aves características do Pantanal que atrai observadores de todo o país.
O complexo tem extensos brejos e áreas de várzea que se formam na época das chuvas. Ele depende, após o represamento, do regime das comportas da represa de Bariri. A ocupação do solo, a pesca sem critérios, a poluição das águas e a ausência de proteção são considerados ameaças para o ecossistema.