Neste sábado (27) é celebrado o Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos, que tem por objetivo conscientizar a população para a importância da doação de órgão.
E dessa importância a bauruense Dilza Cruz sabe bem. Diagnosticada com doenças de Chagas, ela lutou pela vida por muitos anos, sendo parte deles internada.
"A doação de órgãos salvou a minha vida. Depois de 10 anos vivendo dentro de um hospital, passando por tantas lutas e incertezas, tive a chance de recomeçar graças ao gesto de generosidade de um doador. Receber um sim, me permitiu voltar para casa, estar com a minha família, retomar meus sonhos e continuar viva. Minha gratidão ao meu doador é eterna. Para mim, ele é um verdadeiro herói, porque transformou não só a minha vida, mas também a da minha família", destaca.
Após o transplante, realizado há oito anos, ela começou a praticar natação. "Conheci há quase um ano e meio a Liga de Atletas Transplantados. Na minha primeira competição, que foi com pessoas não transplantadas, fiquei em quinto lugar. Fiquei muito feliz com a colocação e não parei mais de nadar", ressalta a atleta.
Com isso conquistou quatro medalhas de ouro (nas categorias 50m nado livre, 50m nado peito, 100m nado livre e 400m nado livre) nos 3º Jogos Brasileiros de Transplantados, realizado na cidade de Curitiba.
Dilza é um exemplo da importância desse ato de solidariedade e amor ao próximo que é a doação de órgãos. Por não existir um meio de doação em vida é necessário que a pessoa que queira doar seus órgãos comunique a família.
Mesmo assim, o interessado pode cadastrar sua intenção de ser um doador, registrando-se no site da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), disponível em www.aedo.org.br ou através do aplicativo e-Notariado.
"A doação de órgãos vai muito além de um procedimento médico: ela é esperança. Cada doador pode retirar até oito pessoas da fila de transplante, dar novas oportunidades, devolver alegria e possibilitar que histórias continuem sendo escritas. Hoje, posso praticar esportes, viver momentos que antes pareciam impossíveis e desejo ser um exemplo de que doar é realmente transformar vidas", destaca Dilza.