BALANÇO DE 2024

Coberturas de vacinas infantis supera níveis pré-pandêmicos em SP

Por Patrícia Pasquini | da Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min
Na comparação com a pré-pandemia, a maior diferença está nas taxas da vacina pentavalente
Na comparação com a pré-pandemia, a maior diferença está nas taxas da vacina pentavalente

Em 2024, o estado de São Paulo atingiu níveis superiores de cobertura vacinal nos dez imunizantes do calendário básico infantil, se comparado ao período pré-Covid, em 2019. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (27), pelo secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva.

Na comparação com a pré-pandemia, a maior diferença está nas taxas da vacina pentavalente. O imunizante é indicado para prevenir quatro infecções bacterianas e uma viral -difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae B.

Em 2019, o estado paulista encerrou o ano com 72,1% de vacinados com a pentavalente. Cinco anos depois, o índice subiu para 91,8%. No mesmo período, a meningocócica C -contra a meningite causada pela bactéria Neisseria meningitidis do sorogrupo C- apresentou o menor salto, de 2,3 pontos percentuais. Saiu de 87,9% de cobertura em 2019 para 90,2% em 2024.

O secretário afirmou que a pandemia de Covid provocou um colapso na saúde, o que impactou também na vacinação.

"Era a pessoa sair de casa para fazer isso e deixar o questionamento se valia a pena pela insegurança, mas também a gente vê que há um movimento anterior à pandemia de Covid, de uma queda de números de pessoas imunizadas. Estamos apostando muito na conscientização de levar a informação correta para atrair o esse público para isso", afirmou Paiva, na ocasião.

Em 2014, início da série histórica, a BCG, a pneumocócica 10-valente (protege crianças com até dois anos contra a doença pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que provoca doenças pulmonares, inflamações do ouvido e a meningite bacteriana) e a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) chegaram aos 100% de cobertura no estado --índice observado novamente em 2018, com a BCG

Durante entrevista, Eleuses Paiva afirmou que o resultado é devido à meta da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) de aumentar as coberturas vacinais do estado. "Dessa forma nós fizemos uma série de estratégias montadas ao longo desses dois anos que permitiu o avanço da cobertura", afirmou o secretário.

Entre as estratégias, Paiva elencou a disseminação de informação qualificada para evitar as fake news, campanhas de vacinação, o site Vacina 100 Dúvidas e o fortalecimento da Atenção Básica. O programa IGM SUS Paulista -lançado em 2023 para turbinar os indicadores de saúde nos municípios, incluindo a cobertura vacinal -chegará ao final de 2025 com o investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão, para as cidades paulistas que ampliarem as coberturas vacinais.

Na comparação 2023 (primeiro ano da gestão Tarcísio) com 2024, os dez imunizantes tiveram alta na cobertura. Mas em 2023, o estado tinha 22 municípios com cobertura para sarampo, caxumba e rubéola abaixo de 50%, segundo Regiane Cardoso de Paula, responsável pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

"Foi feita uma estratégia de campo, de planejamento para melhorar as coberturas vacinais. Estamos refletindo os números de 645 municípios através do trabalho em rede. A estratégia é dar o aporte financeiro, para que eles possam cumprir a meta. Também fazemos treinamentos, capacitações e os grupos de vigilância epidemiológica estão presentes nos municípios", disse Regiane.

De acordo com os dados de 2024, algumas coberturas não atingiram a meta de 95% de vacinados. É o caso da pneumocócica 10-valente, da meningocócica, da pentavalente, da pólio, da febre amarela, da segunda dose da tríplice viral e do imunizante contra a hepatite A.

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