Devagar o Brasil foi se despedindo das suas melhores vozes, assim consideradas não apenas por serem potencialmente poderosas, mas por terem feito parte do nosso cotidiano por muitas décadas.
Para mim, um saudosista de carteirinha, considero uma "voz poderosa" aquela que por trás do potencial vocálico está uma figura humana sensível, poética e passando credibilidade.
Na esfera artística, em 1998 perdemos Nelson Gonçalves; em 2016, Cauby Peixoto; em 2024, Silvio Santos e Agnaldo Rayol. No jornalismo, duas vozes icônicas "silenciaram" deixando tristeza e muita saudade, Cid Moreira em 2024, e no último domingo, 19/01/25, a voz marcante do já saudoso Léo Batista.
Repararam que em qualquer hora ou lugar ao escutarmos qualquer uma delas já as identificamos com esses gigantes radiofônicos? Vozes assim são ímpares e especiais, uma dádiva que Deus os presenteou para nos encantarem, não à-toa que são as mais imitadas e cantadas pelos videokês da vida, não tem época, idade ou gosto musical, elas não foram "simplesmente vozes", cada palavra cantada ou narrada exalava paixão e sensibilidade que tocava a maioria dos corações.
Como bem disse Léo Batista em uma de suas últimas entrevistas: "Só morre quem não é lembrado", então, Eles serão eternos, pois serão sempre lembrados como as "Vozes do Brasil.