Decidi a tecer algumas palavras, em razão do aniversário e ausência do jovem e amigo: escritor e poeta Thales Wagner Martini Rodrigues. Que neste ano completaria 70 anos! Sim, precisamente, numa quarta-feira de cinzas.
Fevereiro tem carnaval... Confetes e serpentinas! Mas, sua estreia foi no início de uma quaresma, em quarentena onde o novo se descortinava,
Sentindo toda explosão da vida, fora da redoma que o protegia. Nutria.
Até aqui andamos por searas, planícies, encostas. Regiões áridas. Exuberantes.
Assim, estamos permeados pelos elementos da natureza, uma constante em seus textos: a terra, água, fogo e o ar que nos impulsiona cada dia.
O que escreveu, projetou e realizou com sua obra ainda impacta o dia a dia de nossa existência.
Foram justos seus sonhos, desejos. E mesmo ciente de sua prematura finitude, seguia adiante!
Como dizia "o contadô de causo": foi antes do combinado.
O cinema em tempos de super 8 também o seduziu, projetando seus primeiros planos, ângulos e tomadas por onde sua retina fixava.
Foi um corte seco!
Agora nos resta a edição de uma saudade:
Tchau, nunca adeus.
O autor é colaborador de Opinião