EM BOTUCATU

Intolerância religiosa: homem agride e quebra maxilar de mulher

Por Lilian Grasiela | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
GCM/Divulgação
Durante a abordagem, o homem apresentou comportamento agressivo, desacatou os GCMs e resistiu à ação da equipe; mesmo contido, também causou danos ao tampão do compartimento de presos da viatura
Durante a abordagem, o homem apresentou comportamento agressivo, desacatou os GCMs e resistiu à ação da equipe; mesmo contido, também causou danos ao tampão do compartimento de presos da viatura

Botucatu - Um homem de 25 anos foi preso em flagrante pela Guarda Civil Municipal (GCM), neste fim de semana, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), suspeito de ameaçar, agredir e arrancar uma guia de candomblé de uma mulher, também de 25 anos, durante discussão motivada por intolerância religiosa. A vítima teve o maxilar fraturado e passou por atendimento médico.

O fato ocorreu na madrugada de sábado (4). De acordo com o registro policial, a GCM foi acionada pelo Centro de Operações Integradas (COI) para averiguar uma desinteligência entre as partes. No local, no Jardim Itamarati, a equipe deparou-se com a mulher com lesões aparentes na face e sangramento.

Questionada, ela relatou que as agressões ocorreram por motivo de intolerância religiosa, em razão de sua fé de matriz africana (candomblé). Conforme o registro policial, o suspeito teria desferido socos e chutes contra a vítima, danificado seu celular e arrancado à força uma guia religiosa de grande valor simbólico.

Após atendimento médico, foi constatado que a mulher havia sofrido uma fratura no maxilar. Durante a abordagem, o homem apresentou comportamento agressivo, desacatou os agentes e resistiu à ação da equipe. Mesmo contido, também causou danos ao tampão do compartimento de presos da viatura.

Segundo a GCM, ele continuou proferindo ameaças contra a vítima e contra os guardas municipais. Conduzido ao plantão policial, foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal em decorrência da condição de mulher, dano ao patrimônio público e intolerância religiosa e permaneceu à disposição da Justiça, aguardando apresentação na audiência de custódia.

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