APÓS NOTIFICAÇÃO

Empresa diz que projeto do Calçadão em Bauru possui erros

“Faltam itens no projeto, não há metragens, entre outros problemas”, afirma o engenheiro responsável pela obra, Luiz Carlos Izzo

Por André Fleury Moraes | 16/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Redação

Guilherme Matos

Foto registrada em 11 de abril sobre as obras no Calçadão; projeto possui erros, segundo já admitiu a própria prefeitura
Foto registrada em 11 de abril sobre as obras no Calçadão; projeto possui erros, segundo já admitiu a própria prefeitura

O projeto executivo da obra de revitalização do Calçadão da rua Batista de Carvalho possui falhas que precisam ser sanadas. Quem diz isso é o engenheiro responsável pela obra, Luiz Carlos Izzo Filho, que considera injustas as notificações que a prefeitura encaminhou à empresa vencedora da licitação cobrando agilidade na reforma.

Izzo afirma que há discrepâncias entre aquilo que está no projeto da obra e o que de fato existe no Calçadão.

"Há diversas divergências no projeto. Faltam itens, não há metragens, entre outros problemas. Isso terá de ser sanado. O primeiro quarteirão foi problemático", admitiu em entrevista ao programa Cidade 360º, uma parceria entre o JC e a 96FM, na última segunda-feira (15).

Este, porém, não é o único impasse: há também obras do Departamento de Água e Esgoto (DAE) no local que precisam ser finalizadas para que a empresa dê continuidade no calçamento. "O DAE entrou com maquinário e misturou pedra com terra. Nos próximos quarteirões queremos iniciar a reforma antes da autarquia", afirmou.

O engenheiro revelou também que já encaminhou 21 ofícios à prefeitura requerendo aditivos ao projeto e que eles serão necessários para garantir o reequilíbrio do projeto executivo. "Se houvesse um dinamismo, teríamos uma reforma caminhando rápido", diz.

A secretária de Obras, Pérola Zanotto, já havia admitido ao JC que o projeto contém falhas. Em entrevista no mês passado, ela mencionou, por exemplo, que a proposta não contemplou as canaletas subterrâneas que drenam água pluvial no local.

Afirmou, porém, que ninguém sabia que elas existiam e que isso não será impeditivo ao término da obra dentro do prazo de 14 meses previsto no edital. A titular da pasta minimizou os problemas na época e disse que falhas em projetos dessa envergadura "são esperadas".

O contrato com a empresa foi assinado no fim de dezembro do ano passado, com início previsto para a segunda quinzena de janeiro, mas as obras só começaram de fato na terceira semana de fevereiro. A situação, porém, se agravou com o início da reforma.

A quadra 1 teve todo seu pavimento de pedras portuguesas arrancado para a revitalização. O problema é que sobra pouco espaço nas laterais da calçada para a clientela trafegar. Não bastasse o trecho estreito, munícipes ainda precisam desviar de buracos e pedaços de obra soltos. Os empresários afirmam que desde o início da revitalização o fluxo de pessoas e, consequentemente, as vendas caíram bastante.

Um período "segurando as pontas" com esta situação seria aceitável, avaliam os comerciantes. Tanto que, quando anunciou a reforma, a prefeitura informou que estava considerando o bem do comércio. O problema é que tanto os lojistas da quadra 1 quanto os das seguintes se preocupam com a morosidade da reforma - causada pelos erros no projeto, segundo o engenheiro Izzo Filho.

Luiz Carlos Izzo Filho é o engenheiro preposto responsável pelas obras (crédito: Tisa Moraes)
Luiz Carlos Izzo Filho é o engenheiro preposto responsável pelas obras (crédito: Tisa Moraes)

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1 COMENTÁRIOS

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  • Tati
    16/05/2024
    É dose ter que lidar com projeto executivo mal elaborado. A prefeitura precisa pagar cursos pros agentes públicos melhorarem nesta questão, pq todo projeto ta tendo muitas falhas. O agente público que assinou o projeto executivo pode ser punido administrativamente . A coisa é séria.