OPINIÃO

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Escrúpulos de consciência

Escrúpulos de consciência

Por Jorge Carlos Rodrigues de Freitas | 04/11/2023 | Tempo de leitura: 1 min

Por Jorge Carlos Rodrigues de Freitas
04/11/2023 - Tempo de leitura: 1 min

É com a frase "[...] Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência" que a história registra o final da enfática defesa do AI 5 do então ninistro do Trabalho, Jarbas Passarinho, em 13 de dezembro de 1968, ao proferir seu voto de aprovação do Ato.

Um voto daqueles dignos de elogiar torturador e zombar de mortes. Uma defesa digna de quem defende o indefensável, de quem usa e abusa da fé para ludibriar.

Se restava a algum dos outros 16 sinistros personagens que votaram naquele dia algum resquício de consciência, algum escrúpulo ante autorizar perseguição, cassação de direitos políticos, prisão sem devido processo legal, tortura e morte deixou de existir ali. Mandaram às favas.

Foi com "Às Favas com os Escrúpulos" que Juca de Oliveira intitulou a peça de comédia política que fez, especialmente para a volta aos teatros da saudosa Bibi Ferreira. A peça foi dirigida pelo também saudoso e genial Jô Soares, entre os anos de 2007 e 2010 e contava, ainda, com Gracindo Júnior no elenco.

A peça conta a história de uma professora aposentada casada com um respeitadíssimo senador da República, até que um dia a professora descobre uma verdade aterradora e escandalosa sobre o senador. A partir daí é comédia e show.

E essa história do casamento da educação com a política terminar em escândalo não é novo pra nós, bauruenses.

O que também se repete em Bauru, é político conservador mandando às favas os escrúpulos de consciência. Para defender o rei, tem súdito que faz qualquer coisa.

Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência. Esquece esse negócio de educação, processo de licitação, de contrapartida, de bem público. Esquece tudo, engaveta tudo, engaveta a educação, a contrapartida...

Às favas os escrúpulos, salvem a prefeita!

É com a frase "[...] Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência" que a história registra o final da enfática defesa do AI 5 do então ninistro do Trabalho, Jarbas Passarinho, em 13 de dezembro de 1968, ao proferir seu voto de aprovação do Ato.

Um voto daqueles dignos de elogiar torturador e zombar de mortes. Uma defesa digna de quem defende o indefensável, de quem usa e abusa da fé para ludibriar.

Se restava a algum dos outros 16 sinistros personagens que votaram naquele dia algum resquício de consciência, algum escrúpulo ante autorizar perseguição, cassação de direitos políticos, prisão sem devido processo legal, tortura e morte deixou de existir ali. Mandaram às favas.

Foi com "Às Favas com os Escrúpulos" que Juca de Oliveira intitulou a peça de comédia política que fez, especialmente para a volta aos teatros da saudosa Bibi Ferreira. A peça foi dirigida pelo também saudoso e genial Jô Soares, entre os anos de 2007 e 2010 e contava, ainda, com Gracindo Júnior no elenco.

A peça conta a história de uma professora aposentada casada com um respeitadíssimo senador da República, até que um dia a professora descobre uma verdade aterradora e escandalosa sobre o senador. A partir daí é comédia e show.

E essa história do casamento da educação com a política terminar em escândalo não é novo pra nós, bauruenses.

O que também se repete em Bauru, é político conservador mandando às favas os escrúpulos de consciência. Para defender o rei, tem súdito que faz qualquer coisa.

Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência. Esquece esse negócio de educação, processo de licitação, de contrapartida, de bem público. Esquece tudo, engaveta tudo, engaveta a educação, a contrapartida...

Às favas os escrúpulos, salvem a prefeita!

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