CASSAÇÃO

Vereador de Avaí tem mandato cassado

Por Larissa Bastos | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Sessão na Câmara teve reforço na segurança, com equipes da PM
Sessão na Câmara teve reforço na segurança, com equipes da PM

Avaí - A Câmara de Avaí (39 quilômetros de Bauru) aprovou nesta quinta-feira (26), por seis votos a 2, com uma abstenção, a cassação do mandato do vereador Collin Martins (PSD), por quebra de decoro parlamentar. Ele foi denunciado por ter feito gesto com as mãos considerado impróprio durante fala na tribuna, em 26 de junho deste ano. Martins afirma que recorrerá judicialmente e que a cassação foi "minuciosamente orquestrada" pelo Poder Executivo, que nega a acusação, e frisa que "os poderes são independentes".

Segundo representação protocolada na Casa por um munícipe em 6 de setembro, Martins teria feito o uso da palavra durante sessão e, em determinado momento, colocado a mão em seu órgão genital e o sacudido na frente da câmera que transmitia a reunião ao vivo, o que motivou a denúncia que resultou na cassação do mandato.

Em nota, Martins afirmou novamente que o gesto em questão foi um "ato involuntário", sem intenção de ofender, mas disse acreditar que sua cassação ocorreu por ser o único vereador declarado oposição ao atual governo municipal. Ele ainda falou que a denúncia é "questionável".

"Em depoimento, ele [denunciante] afirmou ter sido orientado por dois advogados que ocupam cargos comissionados: Wilson Gimenes, chefe de licitações e contratos, autor do protocolo; e Jean Preto, chefe de controle de pessoal, que conduziu o denunciante até as oitivas e, depois, foram embora juntos", relata. "Todo esse contexto atípico evidencia que tudo foi minuciosamente orquestrado para minha cassação", acusa o agora ex-parlamentar, que recorrerá à Justiça na tentativa de anular a Comissão Processante (CP).

Procurada, a prefeita de Avaí Hellen Fernandes Rodrigues Coelho (PSDB) rebateu que "jamais interferiria nas atividades da Câmara". "Sabemos que os poderes são independentes. Os advogados são realmente meus assessores, mas têm a independência da profissão deles fora da prefeitura, que eu não tenho como interferir", diz.

Comentários

Comentários