OPINIÃO

Carta aberta


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Plenário do Conselho Municipal da Pessoa Idosa

Após reunião ordinária do pleno do Conselho Municipal da Pessoa Idosa - COMUPI, os conselheiros resolvem vir a público em carta aberta, frente à gravidade das notícias veiculadas pela imprensa, que mostram a interdição de uma Instituição de Longa Permanência para Idosos - ILPI, no município de Bauru e possíveis maus tratos aos seus internos.

O COMUPI solidariza-se com os idosos e familiares atingidos por essa grave denúncia e apoia as ações perpetradas pelo Ministério Público e pela Vigilância Sanitária Municipal. Nosso Conselho atua como expressão da vontade da sociedade e das pessoas idosas de Bauru, buscando garantir direitos e prerrogativas desses cidadãos. Um colegiado que representa as entidades envolvidas no cuidado dessa população e instituições do estado voltadas para a atenção e preservação dos direitos dos mais velhos.

O Comupi efetua visitas às clínicas geriátricas, elaborando relatórios de avaliação dos locais de atendimento, sempre com o olhar da sociedade civil, tendo como parâmetro as determinações legais expedidas pelos órgãos competentes e, sobretudo, os direitos da pessoa idosa.

Atuamos também de forma cartorial, emitindo certificados de inscrição àquelas instituições que preenchem os requisitos legalmente exigidos para funcionamento. Esclarecemos que a instituição interditada não possuía certificado de inscrição neste Conselho.

Nos assusta que, em nome da mercantilização da atenção à velhice, empresas tentem se estabelecer sem nenhuma formalização e ainda ameacem a saúde de seus usuários com práticas inadequadas. Vimos a público denunciar a má práxis e nos disponibilizar para continuar cobrando pelo zelo no atendimento dos idosos bauruenses.

Além de apoiar as medidas adotadas, estamos vigilantes para que não caiam no vazio as constatações do desserviço prestado, nessa instituição em especial. Aguardamos as consequências legais advindas dos maus tratos testemunhados, a essas pessoas fragilizadas.

Mantendo nossa coerência, seguimos à disposição e nos solidarizamos com qualquer atitude que preserve e garanta os direitos das pessoas idosas, além de encaminhar para as entidades da sociedade civil, congregadas do COMUPI, as apurações e relatos conosco compartilhados, visando as providências e punições cabíveis. Certos da preocupação de toda sociedade com a saúde dos mais velhos, especialmente os acolhidos em instituições de internação, desejamos a melhoria continuada da prestação de serviço e das relações institucionais de quem cuida desses cidadãos.

Confiante do bom êxito das medidas tomadas, e aguardando o desfecho que preserve os combalidos idosos ali assistidos, segue a luta pelo bem-estar do idoso.

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