OPINIÃO

A 'Prostitucionalização'

Por Roberto "general" Macedo |
| Tempo de leitura: 2 min

Pegando um gancho na publicação e ao mesmo tempo já me desculpando se não entendi corretamente seu sentido, no excelente texto do Filósofo Wellington Anselmo Martins (Tribuna de sexta - 25 de agosto), onde generalizou a "prostitucionalização", venho aqui individualizar essa atitude transportando-a para o Serviço Público.

Não falo isso sem conhecimento de causa, pois já vi e vivenciei esse "meio de vida" por muitos anos. Triste ver servidores se "prostitucionalizando" para conseguir ou manter cargos, não sei se antes era pior, pois existia a chamada "incorporação" parcial/total, ou atualmente onde o servidor, ao ser desligado do cargo, perde muito financeiramente.

Essa turma não muda em busca de melhoria salarial ou poder que, por força da Lei, hoje são momentâneos. Alguns realmente são competentes, mas a grande maioria vive de "puxar o saco" para agradar o gestor e se manter ou conseguir cargos.

São os melhores "analistas políticos" do mundo, pois não perdem uma, a cada eleição "escolhem" o possível vencedor e fazem de tudo para "mostrar serviço" ou lealdade.

Vi coisas ridículas acontecerem em casos de reeleição, onde o "prostitucionalizado", mesmo no cargo, se jogou para o lado que tinha mais chances, traindo aquele que o "valorizou".

Presenciei também detentores de cargos "vendendo seu peixe" para candidatos com maiores chances de saírem vencedores no pleito. Vou ser bem sincero, até entendo e desculpo essa "prostitucionalização" em busca do melhor para si, mas o que não perdoo é buscarem "dias melhores" oferecendo "planos mirabolantes" e "sugestões" que sabidamente irão prejudicar colegas.

Nessa volúpia de agradar, se esquecem que também são "colegas" e interessados, atitude ridícula, nojenta e imperdoável.

Isso nunca vou aceitar, se quer se "prostitucionalizar", que o faça, mas sem pisar ou prejudicar os demais servidores, um dia a conta será paga.

Deve ser por isso e por receio que continuam a se "prostitucionalizar", afinal, "cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém".

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