Ao atravessar o meu nonagésimo segundo ano de vida, um turbilhão de ideias e pensamentos ainda passa pela minha cabeça que, devido a bênçãos divinas, considero ou avalio não como ótima, mas muito boa, os quais levaram-me a questionar como agir, melhor dizendo, como continuar a viver nos meus incertos anos futuros.
Será que valerá a pena continuar me preocupando com buracos, política, com a academia ao ar livre da Praça dos Professores que continua quebrada após os inúmeros e infrutíferos pedidos, com o nosso absurdo e vergonhoso provento de aposentado que se, hipoteticamente, tivesse um aumento de 100% não o corrigiria merecidamente?
Preocupando-me com o nosso alto índice de analfabetismo, com o nosso baixo nível de ensino, sempre reconhecido por candidatos e governantes e que continua inalterado. Com o racismo evidenciado nos campos de futebol do mundo, o qual, infelizmente, sub-repticiamente continua assumido e explodindo em incontáveis pessoas que absurdamente ainda querem justificar seus atos. Manifestar- me a respeito da invasão das escolas não só em nosso país, mas em outros, provocando tragédias inenarráveis ou ainda manifestar-me sobre a IA (inteligência artificial) nas mesmas e nas demais atividades humanas?
Se ela resolverá ou criará problemas no futuro que serão vivenciados pelos nossos filhos e netos? Ficar pensando na corrupção que sempre existiu, existe e existirá enquanto existir o homem? Em contrapartida, optei em continuar pensando, avaliando as realidades positivas, nos fatos bons e exemplares que ainda existem como os dos muitos milionários e arquimilionários do mundo que estão destinando auxílios vultosos para vacinas, pesquisas, remédios e comida para milhões de pessoas dos países mais pobres do mundo que, infelizmente, continuam subjugados por insensíveis ditadores. No fato que considero maravilhoso, como o do americano Bill Gates incentivando muitos colegas milionários à prática da caridade universal destinando parte de suas fortunas às carências humanitárias sem fronteiras.
Graças à benevolência e compreensão de muitos amigos da imprensa, tive a oportunidade de publicar no saudoso Diário de Bauru e, em especial, no Jornal da Cidade um total aproximado de três centenas de matérias diversas, maioria absoluta relativa à minha área - educação. Pode ser que algumas sugestões tenham surtido efeito, outras mesmo ignoradas.
Hoje reconheço que em muitas ou talvez em todas as minhas manifestações tenha corrido atrás do vento. Mas alguma coisa ficou, alguma ideia deve ter sido aproveitada. Após todas essas lucubrações ou ponderações estarei realinhando minha vida futura. Da televisão e jornais ater-me somente às boas notícias, documentários e programações que enriqueçam e me energizem espiritualmente.
Mais presença junto aos familiares, amigos, vizinhos e procurar vivenciar e aproveitar mais naquilo que "ainda" dá para se fazer; continuar promovendo os meus pingados atos de caridade sentindo a presença e procurando ajudar ao meu próximo. Enfim, decidi parar de escrever, muito embora haja muita coisa a ser feita; entendo que fiz a minha parte como cidadão.
Tenho fieis e queridos amigos que afirmam que esta publicação não é a última, mas a penúltima. Agradeço-lhes o estímulo para continuar porque, segundo dizem, tenho muita coisa para transmitir; desculpem-me, mas decidi.
Vou parar.