O termo dermomake se popularizou após produtos do mercado de beleza serem lançados com a finalidade de realizar mais de uma função, maquiar e tratar a pele. Para que itens como bases, pó compacto e blushes sejam classificados nessa categoria, é necessário que contenham ativos como ácido hialurônico, retinol e vitamina C. Segundo o professor do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, Gabriel Correa de Farias, o cosmético que é considerado dermomake pode ser um aliado, mas não substitui os cuidados básicos com a pele, como o uso de sabonete facial, hidrante e protetor solar.
"A dica é optar por produtos de formulação básica com poucos princípios ativos para um resultado eficaz. Alguns ingredientes são a água isenta de sais minerais, óleos vegetais e umectantes, como hidratantes", diz Gabriel.
Além disso, alguns pontos devem ser considerados na hora da compra. É necessário que o consumidor conheça seu tipo de pele. Para oleosas e mistas, é recomendado o uso de maquiagens com acabamento matte e mais leves, que terão melhor absorção na aplicação. Já para peles secas, é indicado o uso de produtos mais espessos, que tenham a textura semelhante à de cremes e hidratantes, e podem ser até mais oleosos, proporcionando melhores resultados. Além de considerar o tipo de pele, também deve se levar em conta o objetivo da maquiagem, que pode ser desde alta cobertura, para esconder manchas e cicatrizes, diminuição de poros, ou efeito natural na pele.
Por fim, para que a maquiagem seja eficiente no tratamento da pele, ela deve conter princípios ativos como ácido hialurônico, retinol e vitamina C. Por isso, a dica é avaliar qual a necessidade de cada pele.