Tempestiva a excelente reportagem do JC em 27/04/23 sobre reclamações provocadas pelo excesso de barulho em bares, casas noturnas, eventos e confraternizações privadas.
Realmente incomodam muito e trazem transtornos aos que residem nas imediações desses locais. Mas e quanto às motos modificadas e carros de som que fazem propagandas transitando diuturnamente pelas nossas vias?
Se houvesse um canal de reclamações seriam milhões delas. Por que ninguém faz nada a respeito? Dane-se o problema social se apreenderem motos ou equipamentos desses propagandistas, se eles não ligam para a população em geral, qual é a razão de nos preocuparmos se vão ficar sem o suado ganha pão?
O direito deles termina onde começam os nossos, não respeitam nada, nem as pessoas e nem mesmo Clínicas Médicas e Hospitais, passando a 120 decibéis com seus escapamentos abertos e auto falantes no último volume, fora os propagandistas de lojas no Centro da cidade com microfone na mão e caixas de som nas alturas...
Ninguém respeita o nosso direito de proteger os ouvidos. Não adianta ter anualmente um dia como o Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído, comemorado em 26/04, todos os dias são importantes para a saúde auricular das pessoas. Barulho alto incomoda e prejudica, não coibir é "crime" grave e cabe às autoridades fiscalizadoras - Seplan, GOT e PM - explicarem o motivo de tanto descaso sobre o assunto.
Oremos, é só o que nos resta.