Nas duas importantes pesquisas realizadas sobre empregados e desempregados divulgadas nesta semana, como do Caged e da Pnad Continua, do IBGE, sinalizam o que já era previsto pelos analistas de que neste ano a atividade econômica será bem mais fraca e criação de empregos idem.
A pesquisa do Caged, sobre fevereiro deste ano, indica a criação de 241,7 mil novas postos com carteira assinada, com o setor de serviços se destacando com a abertura de 164,2 mil novos postos.
Porém, em comparação com o resultado do mesmo período de 2022, houve queda de 31%, quando foram criados na ocasião 328,507 mil novos postos de trabalho. Já na pesquisa do Pnad Continua, do IBGE, que computa empregos formais e informais no País, se constata aumento do desemprego, em comparação com o trimestre encerrado em janeiro, de 8,4%, no trimestre findado em fevereiro, subiu para 8,6%, ou 9,224 milhões de desempregados, com 1,571 milhão de pessoas perdendo o emprego.
Já o número de ocupados ficou em 98,122 milhões de trabalhadores. Neste sentido, seria oportuno se o presidente Lula, no lugar de criticar o Banco Central, sobre os juros da taxa Selic, e só confundir o mercado, fosse parceiro dos empresários e investidores que desejam reformas estruturais, e um arcabouço fiscal, como do tardiamente anunciado, para que não somente a taxa Selic, hoje, em 13,75%, seja reduzida como também ocorra maior ímpeto na atividade econômica.
Uma rota certeira para distribuir renda e erradicar a pobreza.