Eu sou filho de lavrador e me lembro muito bem o que acontece em um campo de trabalho onde as ferramentas são manuais para o preparo das terras e manutenção das estradas.
A gente tinha um rancho coberto de sapê para moradia e água de mina. Água boa, mas sem tratamento. A iluminação, por exemplo, era à base de lamparina.
O pilão era para socar o café na hora de tirar a casca e depois de torrado era socado até virar pó. O arroz também passava pelo processo do pilão antes de ir para a panela.
Comunicação. Esse era o problema. Um recado urgente era complicado. Era entregue a cavalo ou a pé. Uma carta expressa levava mais de um dia para chegar ao destino.
A tecnologia está tomando conta do mercado, como já vivenciamos na área da comunicação, e espero por grandes mudanças no setor energético no futuro. Quem sabe um dia os postes e fios nas ruas possam ser substituídos por um novo sistema que elimine a estrutura atual e apresente um mecanismo sustentável que leve a energia até os pontos principais de cada localidade.
Eu sei que não é fácil para mim que só sei apertar parafusos e que já avançamos muito, um exemplo é a energia solar. Só que existem técnicos e cientistas que um dia vão pensar nesse assunto. Até porque, quem sabe assim, vamos acabar com os cabos e, portanto, com os "gatos" e os choques que têm feito tantas vítimas ao longo da história.