O GOSTO MUSICAL

Os sons que marcam o amor

Por Bernardo Yoneshigue |
| Tempo de leitura: 2 min
Freepik
Para chegar aos resultados, os pesquisadores entrevistaram 460 pessoas, com 35 anos em média, e pediram que elas listassem suas músicas preferidas
Para chegar aos resultados, os pesquisadores entrevistaram 460 pessoas, com 35 anos em média, e pediram que elas listassem suas músicas preferidas

Na hora de montar a playlist, sua seleção tem mais músicas como "Irreplaceable", de Beyoncé? Ou é algo mais na linha de "Every breath you take", do The Police? A resposta para essa pergunta pode não apenas dar mais informações sobre o seu gosto musical, como também indicar qual é a sua forma de se relacionar com outras pessoas.

É o que dizem pesquisadores do departamento de Psicologia da Universidade McMaster e da Universidade de Toronto, no Canadá, que decidiram avaliar a relação entre as músicas favoritas de uma pessoa e seus modos de se envolver com os outros. Os participantes foram enquadrados em quatro perfis: ansioso, evasivo, uma mistura de ambos, ou confiante.

"Desde que os humanos começaram a criar música, o tema principal nas letras em todas as culturas tem sido os relacionamentos. Então, pesquisamos se o estilo de se relacionar está associado às preferências musicais para investigar por que as pessoas desenvolvem um vínculo profundo com suas músicas favoritas. E no geral as descobertas sugerem que as canções de amor favoritas de fato refletem experiências nos relacionamentos", defende Ravin Alaei, autor do estudo e pesquisador da Universidade McMaster.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores entrevistaram 460 pessoas, com 35 anos em média, e pediram que elas listassem suas músicas preferidas. Nas entrevistas, os voluntários também foram solicitados a classificar suas relações dentro dos quatro perfis determinados.

As quatro categorias dizem respeito a níveis elevados de ansiedade, no caso do estilo ansioso; maiores de evasão, no chamado estilo evasivo; mais altos em ambos, categoria conhecida como ansioso-evasivo, e mais baixo nos dois, classificado como estilo confiante.

No primeiro, os indivíduos tendem a "regular sua angústia buscando persistentemente proximidade com os outros, muitas vezes por meio de estratégias de controle e apego", escrevem os pesquisadores. Já os evasivos são marcados pelo distanciamento emocional, menor intimidade e menos interesse em relações românticas.

O estilo que mistura os anteriores, o ansioso-evasivo, é caracterizado por uma flutuação entre os dois perfis. Por fim, aqueles categorizados com um estilo confiante demonstram expectativas positivas em relação aos outros e a si mesmo, sentindo-se amados e valorizados, o que eleva a confiança em buscar proximidade.

Comentários

Comentários