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Moradores cobram duplicação de toda a avenida José Vicente Aiello, em Bauru

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Bruno Freitas
Avenida José Vicente Aiello, trevo da rodovia Bauru-Ipaussu
Avenida José Vicente Aiello, trevo da rodovia Bauru-Ipaussu

Com seis quilômetros de extensão, a avenida José Vicente Aiello, entre a rotatória da Praça Cláudio Sacomandi, na Comendador José da Silva Martha, até a rodovia João Baptista Cabral Rennó (SP-225, a Bauru-Ipaussu), ficou estreita demais frente à expansão residencial e comercial da região, na última década. Quem reside nas imediações ou precisa trafegar pela via por conta de trabalho ou outros compromissos cobra a instalação de faixas adicionais. Atualmente, apenas um trecho de aproximadamente um quilômetro, especificamente entre os residenciais Tivoli e Villa Lobos, está duplicado.

No restante, existe risco de acidentes por conta da má visualização nas curvas em função da vegetação alta e da falta de acostamento. A solução do problema esbarra nas desapropriações, que já foram até negociadas no passado, mas não saíram no papel por falta de acordo.

Segundo Ivan Goffi, advogado e morador do residencial Lago Sul desde 2005, época em que a José Vicente Aiello ainda era uma estrada de terra sob concessão do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), desde que a avenida foi asfaltada e passou do órgão estadual para a prefeitura, nunca foi cuidada como deveria. “Faltou planejamento”, diz. Goffi afirma que moradores já procuraram a administração municipal e há um abaixo-assinado de 18 de março de 2022, registrado na ata da 91.ª reunião do Conselho do Município de Bauru.

APERTADO

De acordo com Márcio Colim, arquiteto e urbanista que presidiu a última gestão do conselho, Bauru peca porque não faz planejamento. “O trânsito ali está estrangulado. Segundo uma fonte, a prefeitura já calculou um valor de R$ 2,5 milhões para desapropriações, o que não é alto perto da arrecadação do município. Uma ciclovia também se faz necessária ali”, comenta Colim.

OBRAS

Segundo o secretário de Obras Leandro Joaquim, o término do alargamento da avenida depende de acordo com proprietários de terrenos situados no trecho. “O Barcelona da MRV trouxe recentemente ali mais 900 apartamentos. Estava previsto solicitar uma parte da duplicação como contrapartida, mas esbarrou nas desapropriações. Houve tentativa, inclusive, da administração anterior. É preciso analisar e fazer um levantamento envolvendo também drenagem e uma nova rotatória. Vamos levar ao gabinete da prefeitura as necessidades e tentar viabilizar”, comenta o titular da pasta.

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Rotatória Cláudio Sacomandi, acesso da Comendador para a José Vicente Aiello (foto: Bruno Freitas)
Rotatória Cláudio Sacomandi, acesso da Comendador para a José Vicente Aiello (foto: Bruno Freitas)
Cinco dos seis quilômetros da via são estreitos (foto: Bruno Freitas)
Cinco dos seis quilômetros da via são estreitos (foto: Bruno Freitas)
Duplicação fica entre os residenciais Tivoli e Villa Lobos (foto: Bruno Freitas)
Duplicação fica entre os residenciais Tivoli e Villa Lobos (foto: Bruno Freitas)
Vegetação preocupa motoristas e trajeto a pé é praticamente impossível (foto: Bruno Freitas)
Vegetação preocupa motoristas e trajeto a pé é praticamente impossível (foto: Bruno Freitas)

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