No dia 13 de agosto de 1976, há 46 anos, a explosão da avenida Nações Unidas, um novo fato histórico, colocou Bauru novamente no noticiário nacional e internacional. A explosão foi provocada por um caminhão que transportava gasolina e tombou sob o viaduto da Avenida Duque de Caxias que fica sobre a av. Nações Unidas. O líquido escorreu sob essa via até perto da avenida Rodrigues Alves, um longo trecho.
Entre as hipóteses, um toco de cigarro jogado a esmo teria provocado a assustadora explosão.
O presidente Ernesto Geisel estava em Bauru no dia 13 de agosto, uma sexta-feira. Ele participou de uma reunião com prefeitos de cidades da região no Automóvel Club de Bauru Após esse encontro, ele seguiu para Jaú e passou com sua comitiva pela av. Rodrigues Alves no cruzamento com a av. Nações Unidas.
A famigerada explosão ocorreu mais de meia hora após a passagem dos visitantes. Esse local não foi atingido pela explosão. Naquela época, o Brasil vivia um período político diferenciado que terminaria em 1984 e surgiram comentários que poderia ter sido um atentado contra o presidente.
Esse fato foi descartado posteriormente. Na época, o autor deste texto era gerente da loja Tilibra e correspondente do jornal Estado de S. Paulo.
Corri até o local e fiz uma série de anotações em uma folha de papel. Rapidamente, fui até a Praça Ruy Barbosa, onde funcionava um posto telefônico da Telesp, e toda a ocorrência foi transmitida para a Redação.
No dia seguinte o Estadão deu a matéria com destaque e na continuidade os seus desdobramentos o presidente Geisel retornou de Jaú, passou pelo local para ver os estragos da explosão e autorizou uma verba de 16 milhões de cruzeiros (o dinheiro da época) para a reconstrução da área atingida e seguiu para o Aeroclube, ondem embarcou no avião e voltou para Brasília.
No ano seguinte ele retornou a Bauru para a reinauguração do trecho destruído. Durante mais de 50 anos este relator foi sócio do Bauru Tênis Club (BTC) e por um tempo bem menor da Associação Luso-Brasileira de Bauru (ALBB), categoria sócio-fundador. Nos dois locais convivi com um gentil e generoso grupo de pessoas, tenistas ou não tenistas. No caso do BTC, o relacionamento sempre agradável foi dentro e fora das quadras com boas amizades.
Homenagem póstuma. Registro, no BTC, os nomes do saudoso grupo integrado por Mário de Oliveira, Salim Achôa, Olympio Avallone, o "Senador"; Hilário Guedes, Fouad Tebet, João Batista Pacheco Fantin, Hélio Crês, Luciano Zavitoski, Cláudio Sacomandi, Antônio Joaquim Escobar Coube, o Coubinho; Antônio Gabriel Atta, Nilson Costa, Helcias Kerr Nogueira, Francisco de Assis Moura, o Chicão, Afonso José Aiello, Rubens Sampaio, o Torto, Milton Luz Teixeira da Silva, Ary Joaquim, Vivaldi Joaquim, Júlio Algodoal, Cheid Mauad, Jarbas de Barros César, o Jarbinha, seu irmão Luiz Carlos de Barros Cesar, bicampeão mundial universitário, Dahyl Guimarães, José Antônio Segalla, Benedito Vilela, João Silvestre, Pedro Silvestre.
Na ALBB: Acácio Lins do Valle, Rubens Figueiredo, o Rubinho; Castorino Carrijo Guimarães, o Catu; Rubens Rocha Coelho, Luiz Carlos Moratto, Tadashi Miyahara, Paulo Roberto Parra, Helena Aparecida de Almeida Oliva, José Antônio Pittoli. Se esqueci de algum nome, peço desculpas e correção. Com todos eles aprendi muito sobre a vida, suas variáveis, caminhos paralelos, a solução de problemas no dia a dia, de acordo com a vivência de cada um.
Vários deles foram muito tolerantes e pacientes dando "aulas" na minha iniciação no tênis. Conservo na memória a imagem de todos e suas características dentro e fora das quadras. Devido ao avanço da minha idade, não sou mais jogador de tênis e sim um apreciador pela TV.