Mentiras e punições

Por Adilson Roberto Gonçalves |
| Tempo de leitura: 1 min
O autor é pesquisador da Unesp - Rio Claro

A mentira pode ter perna curta, mas quando são muitos os mentirosos, a verdade precisa correr uma maratona contínua para estabelecer os fatos como são. As fake news continuam abundando nas redes sociais, alimentando os golpistas que ainda estão longe de serem devidamente punidos. Vamos ver se os militares que participaram, ainda que passivamente, dos atentados em Brasília não serão simplesmente expulsos da corporação e eleitos vereadores em pleito futuro. É o primeiro passo para se tornar presidente da extrema direita.

A concordância unânime dos colunistas dos jornais da capital paulista repudiando os violentos atos terroristas bolsonaristas daquele fatídico domingo, 8 de janeiro, contrasta com a contínua e permanente propagação de fake news por aqueles grupos criminosos. A falsa imagem da idosa morta quando presa pela Polícia Federal viralizou nas redes sociais, mesmo com as proibições judiciais impostas. Ou seja, a teia golpista continua.

Fazer prints das mensagens trocadas em grupos de WhatsApp que defenderam as ações terroristas em Brasília pode ser pouco ou inócuo para que algum processo seja aberto, mas, ao menos, alivia a consciência de quem é obrigado a pertencer a tais grupos devido a compromissos culturais.

Assim, fez muito bem a imprensa ao dar rosto e nome aos bois (perdão pelo trocadilho) dos terroristas de Brasília em capas e matérias internas. Precisamos ver a cara branca desses criminosos travestidos de "patriotários" e acompanhar o desenrolar dos fatos, com os devidos processos legais e prisões.

O alerta continua, pois convocaram "novenas" e "reflexões" para o dia 11 de janeiro, que não foram para comemorar os vinte anos do novo Código Civil.

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