Obrigado, Pelé!

Por Arnaldo Ribeiro |
| Tempo de leitura: 2 min
O autor é é jornalista/contador, formado em Gestão Pública

Nosso rei já não está mais entre nós. Morreu Edson, um homem que ganhou uma dimensão de realeza, e agora passa a ser uma espécie de divindade. Tudo isso com o esforço das suas próprias mãos. Ou, mais precisamente, pelos seus pés. Um jogador transcende seu próprio tempo fruto do seu talento e carisma. Como muitos de nós, de Bauru, do Brasil e do planeta Terra, ficamos tristes com essa notícia. É como se alguém próximo tivesse nos deixado. Isso me faz pensar: por que isso acontece?

Permita-me, amigo (a), fazer voltar um pouco ao passado. Acredito que só assim podemos ter a exata dimensão sobre esse homem ao qual chamamos de Rei. Estamos em 2023. Pelé deixou de jogar no Santos e na Seleção em 1974, há quase 50 anos. Um tempão para qualquer um de nós, ainda mais porque na maior parte do tempo as comunicações eram muito diferentes, sem internet ou redes sociais. Voltemos um pouco mais. O mito Pelé começou a ganhar força para o mundo em 1958, com uma atuação impecável na final da Copa da Suécia. Naquele ano a Segunda Guerra Mundial havia terminado há apenas 13 anos. Seu nome fez guerras pararem, reis e rainhas se curvarem diante dele.

Agora imagine você o tamanho do feito do cidadão Edson Arantes. Catapultado pelas atuações no campo de futebol, ele abriu todas as portas para que um brasileiro, nascido no interior de Minas e crescido por aqui em Bauru, como sempre dizem, o Edson é de Três Corações, mas o Pelé, esse sempre será de Bauru. Pelé foi recebido por presidentes do Brasil e do exterior, por chefes de estado, esportistas, jornalistas sempre com admiração. Certa vez, contou Pelé,estava em um curso de língua estrangeira nos EUA e ninguém mais do que John Lennon foi até a sua mesa pedir uma foto. Até os Beatles se renderam ao Rei, um homem com poder de majestade como sempre deveria ser.

Pelé é sinônimo de realeza no futebol, reis, rainhas, estrelas do cinema nacional e internacional, nomes imortais do esporte se renderam ao seu jeito simples e sua grandeza dentro das quatro linhas do gramado. E pensar que o sr. Dondinho (ferroviário que era) quase o transforma em funcionário da estrada de ferro, e tudo isso não teria acontecido… quase... ainda bem que o talento falou mais alto.

Hoje, quando o mundo todo faz sua despedida dele, ficamos um pouco mais tristes e um pouco mais órfãos. Só posso terminar dizendo uma frase: Muito obrigado, Rei Pelé. (Desculpem talvez a desconexão do artigo, estou muito emocionado).

Comentários

Comentários