O resultado obtido pela equipe Atos Jiu-jitsu Bauru, durante o Campeonato Mundial da Confederação Brasileira de Jiu-jitsu Esportivo (CBJJE), disputado no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, no final do mês de novembro, é uma amostra do desempenho do esporte que, embora já fosse forte na cidade, cresceu muito após a pandemia de coronavírus, se tornando opção para crianças, jovens e adultos, seja por meio de projetos sociais, para apoio psicológico ou alto rendimento.
A avaliação é do atleta e professor Paulo César Ledesma, que trabalha com jiu-jítsu há 15 anos e liderou a equipe de 10 atletas que no Mundial conquistou oito medalhas, sendo seis de ouro, uma de prata e uma de bronze, entre adultos e crianças, uma delas na categoria infantil/infanto juvenil. Em 2021, a equipe contava com cinco atletas.
CELEIRO
Ledesma define Bauru como celeiro de campeões na modalidade, por ter revelado, desde 1999, grandes nomes do esporte, que tiveram reconhecimento internacional. Um deles, Kaynan Duarte, de 23 anos, que embora residisse em Pederneiras, por volta de 2018, treinava na academia de Ledesma, segundo o professor. "Tivemos grandes escolas em nossa cidade, e hoje temos muitos projetos e professores faixa preta, então o esporte cresceu muito", afirma.
Entre os projetos, o destaque do professor são os sociais, inclusive ligados a igrejas da cidade que têm atendido crianças e jovens em situação de risco social. As aulas começam, normalmente, com crianças entre cinco e seis anos. Entre 10 e 12 anos, elas passam a ser direcionadas para o treino competitivo, explicou.
PAIS E FILHOS
De acordo ele, ano a ano, o esporte tem crescido em Bauru, mas após a pandemia houve uma explosão na procura, não só para competição, mas por diversas motivações. "Em 2021, houve muita procura por aulas voltadas à competição. E este ano, não foi diferente, mas foi ainda maior. Tenho contato com outros donos de academia, e o retorno foi bom para todo mundo. Entre as crianças, o pai coloca o filho para fazer aula e a mudança é muito grande. E ainda temos alunos com depressão e outros problemas causados pela pandemia, como estresse, que procuram o esporte parar superar estes obstáculos", contou.