OPINIÃO

Malha bauruense

Por Roberto 'General' Macedo |
| Tempo de leitura: 1 min

Me recordo que ainda menino ia diariamente no período da tarde à sede do Corpo de Bombeiros que ficava próximo de minha casa e era o final da vida profissional como Soldado do Fogo do meu saudoso pai, Cabo Macedo.

Era um festival de diversão a cada tarde: um dia futsal na quadra de asfalto e outras vezes um joguinho de dominó, mas o que mais gostava mesmo era de "brincar" de jogar malha na "quadra" improvisada de cimento.

Por ser um jogo de precisão, ansiava pelo dia seguinte para melhorar minhas jogadas e vencer o desafio de "disputar" com os soldados bem mais velhos quem era o melhor.

Anos depois comecei a ler as conquistas bauruenses nos diversos torneios regionais e estaduais da Equipe de Malha Bauruense, capitaneada por Delfino Del Rey Jr.

Confesso que me emocionei, pois me levavam a lembranças de infância e meu desejo, à época, de também disputar partidas representando nossa cidade. Com tristeza, anos depois li também que a Prefeitura de Bauru, indo na contramão da história e tradição, extinguiu ajuda a essa modalidade, deixando "órfãos" seus praticantes, entre eles diversos idosos que encontraram na Malha uma razão saudável de viver.

Mas a política é assim, um dia algo interessa, no outro as prioridades mudam, só não achei justo e humano parar de incentivar e patrocinar a Malha, pois além de perdermos chances de medalhas nas competições em que Bauru participa, ainda retiraram o lazer e o prazer de se sentir útil de muitos "jovens" da melhor idade que tão bem nos representaram esportivamente por décadas.

Espero que um dia alguém de bom senso esqueça a política e reative o incentivo a essa modalidade. A Malha agradecerá em nome de suas centenas de praticantes.

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