Discussão esportiva é como cozinhar o galo: lenta, longa e com poucos resultados em face do tempo investido. Antecipo que a ave citada nada tem a ver com uma das nações que disputam o título. Assim, antes que seja definido o novo tricampeão mundial de futebol masculino, reflito sobre a forma como o VAR - ou árbitro eletrônico - tem sido empregado e criticado.
Recentemente, o ombudsman da Folha de S. Paulo comparou a chatice do dispositivo quase instantâneo e automático com o próprio jornalismo. Paralelos opinativos dele, é claro. Mas, no que pese o erro de concordância que praticou - automático, talvez ("um dos que mais experimenta (sic) automatizações") -, o ombudsman tocou em aspecto intrigante do ludopédio moderno.
No voleibol a questão do uso do vídeo está resolvida há muito tempo, pois a decisão dos árbitros é sempre respeitada e o que os técnicos fazem é contestá-la, que pode ou não ser com sucesso, limitada a um número de erros por set. No futebol, não entendo por que todas as jogadas polêmicas precisam passar pelo VAR.
Se fossem também limitadas a duas por tempo por técnico, passaria a ser uma estratégia de parada e usada com parcimônia. O esporte não perderia para a tecnologia.
O mesmo jornal perguntou a seus leitores, quando ainda a seleção brasileira entrava em campo, como conciliávamos a Copa do Mundo com o trabalho. Bem, eu não parei quando houve as Copas Mundiais de Voleibol neste ano, feminino e masculino, e vi boa parte dos jogos depois.
Futebol é um esporte bem menos interessante e não vale à pena a perda de tempo, a não ser pelas comidinhas diferentes que possam ser feitas.