Durante as décadas de 60 e 70, nossa cidade contou com um destacamento da FAB - Força Aérea Brasileira. Estava instalado no topo da torre do Aeroclube, depois mudou para o piso abaixo, sempre funcionando 24 horas orientando e informando pilotos. A equipe era integrada por 6 ou 7 militares, todos com uniforme elegante com camisa azul claro, calça azul escuro e sapatos pretos. Lembro de José Climaites, que teve seu nome dado a uma rua perto do aeroporto, na frente da casa de Hendrich Kurt, construtor de planadores e instrutor de pilotagem do voo sem motor. Francisco (Chico) Dal Médico foi eleito vereador e depois da reforma pela FAB trabalhou durante muitos anos no Expresso de Prata, de Alcides Franciscato, ex-prefeito de Bauru e ex-deputado federal. Ele foi homenageado com seu nome dado a um núcleo residencial na Vila Industrial. João Marques Filho esteve vinculado à FAB durante muitos anos e por duas décadas ao Jornal da Cidade (JC), cuidando da parte eletrônica/digital. Sua participação foi importante na fase de implantação de impressão em "off set" com o JC, sendo o primeiro do interior do Estado de São Paulo a aderir a essa novidade. Luiz Alfredo Marques, filho do militar da FAB e do JC, passou a integrar equipe do jornal em 1977, colaborando no setor de TI (Tecnologia de Informática) e está ativo até hoje.
A FAB fazia o controle de voo de aviões que passariam por qualquer ponto do Brasil ou sairiam da cidade também pra qualquer outro local do País. Por exemplo, um avião antes de decolar de São Paulo, fazia um plano de voo que era comunicado a FAB/Bauru. Pousando em Bauru, era feito um novo plano de voo para outro destino, era conferido o abastecimento e condições meteorológicas. Esse serviço atendia 24horas. Uma preocupação era quando uma aeronave sem plano de voo e sem identificação, PT..... e como era época do AI 5 (Ato Institucional) o pouso não era permitido. O pessoal da FAB morava em casas logo na entrada do Aeroclube. Tinham dois quartos, sala, cozinha e pequeno quintal. Os filhos dos militares brincavam entre os aviões e com os carrinhos de transporte de malas e de bagagens. As casas estão no mesmo lugar, só que agora são restaurante, local de artes plásticas e exposição de moda feminina
Gilda dos Santos Improta nasceu em Brasília/DF em fevereiro de 1916, filha do médico Alípio Gonçalves dos Santos e de Sarah Ferreira dos Santos. Foi casada com Darcy Cesar Improta, pais de Darcy e Luiz. O patriarca presidiu o Esporte Clube Noroeste. Durante toda sua vida Gilda dos Santos Improta exerceu a profissão de professora. Pela sua dedicação e reconhecimento da cidade. seu nome foi dado a uma escola EMEI na Vila Tecnológica "José Queda". Ela formou-se professora pela Escola Normal Guedes de Azevedo. Percebendo dificuldades no setor de ensino primário oficial ela criou o Cursos Brasil onde desde o primeiro dia o aluno sabia de suas obrigações e deveres dentro de um regime disciplinado.
Sua escola foi famosa em Bauru e região tanto no segmento primário como no de preparatório para admissão ao disputado "vestibular" para ingressar curso ginasial do também famoso Instituto de Educação Ernesto Monte. Antigamente era assim. O Cursos Brasil começou a funcionar em 1940 e a prof. Gilda lecionou durante 42 anos acumulando lecionar com o cargo de diretora. Ela e o marido resolveram vender a casa de ensino pra desfrutar a vida. Muita gente importante hoje passou pelo Cursos Brasil.