PROTESTO

Sob clima tenso, rodovia Marechal Rondon em Bauru segue interditada

Por Bruno Freitas | Com Cidade 360
| Tempo de leitura: 3 min
Vinícius Pereira/Cidade 360
Polícia Militar pedindo para caminhoneiro liberar marginal da Rondon
Polícia Militar pedindo para caminhoneiro liberar marginal da Rondon

As faixas expressas da rodovia Marechal Rondon (SP-300) em Bauru permanecem completamente interditadas nos dois sentidos, nesta terça-feira (1), com bloqueios feitos por manifestantes na altura do quilômetro 340, proximidades do trevo de acesso à avenida Nações Unidas. O clima ficou tenso no trecho, onde integrantes do protesto também tentaram interromper totalmente o tráfego nas marginais, que seguem parcialmente liberadas.

A tentativa de impedir por completo o trânsito nas marginais contraria a orientação do Policiamento Rodoviário, que precisou intervir, conforme noticiou o Programa Cidade 360, uma parceria do JC, JCNET/Sampi com a 96FM. Por conta da situação, há grande engarrafamento nas vias expressas, nesta manhã, entre a base da Polícia Militar Rodoviária e o trevo da Rondon com a Nuno de Assis, próximo ao Posto Graal. Também há congestionamento nas marginais, já que o tráfego é muito lento.

Alguns embates têm sido registrados pela reportagem entre motoristas que precisam cumprir compromissos e as pessoas que mantêm o ato. Os condutores devem evitar a Rondon e procurar rotas alternativas.

O protesto em Bauru foi iniciado por volta das 18h desta segunda-feira (31), organizado por caminhoneiros bolsonaristas com participação de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, derrotado no pleito de domingo (30) para Lula. Atos semelhantes ocorreram também na região e por todo o País.

O movimento em Bauru chegou queimar pneus, na noite desta segunda-feira (31). Depois, prosseguiu com a adesão de pedestres que participavam de outro ato nas imediações da Havan, com bandeiras do Brasil, pedindo por "justiça, honestidade e democracia".

O JC esteve no local e conversou ontem com pessoas que se pronunciavam por meio de caixas de som em uma caminhonete, na pista sentido Capital-Interior. "Somos pró-democracia. Temos a intenção de dar um grito ao Judiciário e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que nós, brasileiros, não concordamos com a soltura e com a candidatura do Lula. Não estamos nem falando em não aceitar o resultado das urnas, mas acreditamos que foi uma fraude eleitoral a candidatura dele. O Brasil foi solapado em sua democracia", aponta o representante comercial Felipe Alcântara, morador de Bauru. "Não queremos trazer ônus para ninguém bloqueando a rodovia, tudo aqui é feito de forma ordeira", completa.

"Nosso movimento é sem nome, individual e de organização natural dos cidadãos de bem. Os caminhoneiros nos ajudaram a fechar o trânsito e as pessoas foram simplesmente parando o carro também e vindo para cá", reforça o comerciante Silmar Thomazi. O gesseiro Elton Ramlov ficou sabendo do protesto pelas redes sociais e, ao sair do trabalho, passou para pegar a esposa e a filha a fim de todos participarem do ato. "Só viemos por ver que era seguro e pacífico. Estamos aqui pelo Brasil e pela melhor apuração de tudo que houve nessas eleições. A censura prejudicou o Bolsonaro", comenta o manifestante.

MULTA DE R$ 100 MIL/HORA

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou ainda nesta segunda-feira (31) que a Polícia Rodoviária Federal e as Polícias Militares estaduais tomem medidas imediatas para desbloquear as rodovias do país.

Moraes acolheu um pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), apresentado também nesta segunda. O ministro do STF também ordenou ainda que donos de caminhões usados em bloqueios sejam multados em R$ 100 mil por hora.

Manifestantes na marginal da Rondon
Manifestantes na marginal da Rondon
Manifestante exaltado no trecho
Manifestante exaltado no trecho
Caminhoneiro desceu do veículo carregado de madeira
Caminhoneiro desceu do veículo carregado de madeira

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