Vivemos tempos extremamente politizados. Em nome da defesa de ideais ou conceitos próprios, as pessoas se identificam com este ou aquele candidato e militam, muitas vezes, por uma causa perdida. É certo aquele ditado popular que diz: "Quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela".
E, dessa forma, aqueles que defendemos com unhas e dentes, muito rapidamente mudam suas opiniões e conceitos em nome da manutenção de seus interesses próprios.
Mas vamos relembrar a história.
Nos tempos pós Jesus Cristo, inúmeros relatos bíblicos dão conta de mártires que morreram em nome do amor aos ensinamentos deixados pelo Divino Amigo.
Muitos foram jogados aos leões e outros tantos queimados vivos, mas pouco se fala dos inúmeros que renunciaram ao Cristo por medo da morte violenta ou por conta da manutenção de sua pseudoliberdade.
E essa liberdade defendida por tantos, na grande maioria das vezes, mascara uma indolência social intrigante. Jesus disse aos seus discípulos: "Eu vos envio como cordeiros em meios a lobos".
Quantos de nós, nos dias de hoje, assumem essa condição de apóstolos do amor, levantando a bandeira da paz como estandarte, e aceitando verem suas convicções serem conduzidos ao matadouro ou suas ideologias serem queimados vivas.
E em nome dessa liberdade abstrata de pensar, falar ou agir, ignoramos os conceitos de amor ao próximo que sustentam a base da moral cristã, e incluímos no rol de nossos valores éticos o orgulho e o egoísmo.
Infelizmente, na balança da justiça dos homens pesa mais o lado dos direitos do que dos deveres. Sejamos nós cristãos modernos e agradeçamos a Deus por não sofrermos mais a inquisição física que dilacera o corpo, mas somente a desaprovação moral que nos fere o ego. Termino esta reflexão relembrando o trecho da música "Admirável Gado Novo", de Elba e Zé Ramalho:- "Vocês que fazem parte dessa massa... e têm que demonstrar sua coragem, à margem do que possa parecer..."