É assim mesmo que me sinto quando percebo que as pessoas deixaram de "pensar", pesquisar, permitindo que sejam influenciadas por mentiras ou jogos perigosos de palavras. Estão perdendo a sua própria decisão e ainda brigam raivosamente por ideias que não são suas. É triste, repito. É angustiante quando percebemos a inutilidade que temos, pois apensas estamos nos permitindo que sejamos massa de manobra, em um mundo de "zumbis da desinformação", apenas um ouvir e se calar, ou apenas repetir o que não sabe, desconhecimento. Estamos nos tornando reprodutores de narrativas, marionetes manipuladas por especialistas.
Precisamos tomar as rédeas de nossas vidas, ou seremos sempre dominados e enganados, utilizando apenas os nossos votos para ocuparem o poder. Aí, pergunto: quem é você? Será que sabe?
Este sou eu sem respostas, perguntas para o nada. Será que estamos nos permitindo novamente sermos escravizados, não só pela nossa força, mas agora pelo uso de tecnologias e palavras elaboradas, transformando a nossa mente? O mundo mudou, a nossa ação e a maior interação com meios de informação é algo notório. A tecnologia tem mudado as relações e a interdependência social em todos os graus de nossa vida. Com as mudanças, é necessários um novo despertar com relação a tudo e a todos, precisamos de um reexame sobre o pensamento e as instituições.
E a desinformação? Com as novas mídias, temos lacunas abertas que não estão sendo fechadas, ou respondidas. Não vemos com clareza argumentações, e a nossa política, tão necessária para o desenvolvimento, está sendo substituída por fábricas de mentiras. O bom debate, que sempre permitiu apresentações e argumentações tão saudáveis para o nosso desenvolvimento, estão sendo trocados por agressivas ações verbais e físicas, e até a morte já faz parte deste cenário.
Eu estou perdido, como mundo também está. Precisamos encontrar o caminho, não o retrocesso, mas um novo passo, para que possamos fazer uma leitura de tudo que está acontecendo, deixando a insegurança para que sejamos seguros e coerentes com as nossas buscas tão necessárias, pois estamos esquecendo de responder perguntas básicas.
Quem sou? Onde estou? E por que estou? Respostas tão pessoais e transformadoras. Sem perguntas não temos respostas, assim permitimos que digam quem somos, e vamos acreditar. "Quem busca heróis esquece de viver as próprias lutas".
O autor é jornalista.