Bang bang

Por Demerval Assis da Silva |
| Tempo de leitura: 2 min

E ainda querem sustentar a legitimidade que se teria de possuir ou portar armas de fogo. Alegando-se que, entre outros ou como principal argumento, a autodefesa da população, argumentos muito fáceis de serem derrubados um a um, a cada dia que se passa no Brasil contemporâneo... Os fatos, deliberadamente, falam por si só.

O aniversariante do partido "A", que foi insanamente assassinado em sua festinha de aniversário, "recebeu chumbo de presente" do atirador do partido "B", este que sequer tinha sido convidado para festa. Teria sido esse o motivo, sentiu-se desprestigiado ao não poder ir à festa, pelo não convite... certo que não!

Mais recentemente, as armas e os tiros tomaram proporções mais "complicadas de serem decifradas", compreendidas. Tiros esses que apesar do calibre usado ser muito superior ao do caso "A" ocorrido no Paraná. E ter como agravante ainda o auxílio na ação de explosivos "granadas", restritas das Forças Armadas. Que, graças a Deus, o atentado foi atenuado, não tivemos vítimas fatais e nem com ferimentos de grande gravidade. Esse um caso público, envolvendo pessoas de "alto calibre", político.

Detalhe que não ficou claro, nem certo, foi o motivo de não ter havido ao menos um morto. Estranheza justificada mediante o fato em si e as estatísticas de casos fatais, em confrontos armados envolvendo polícia/bandido. Ou mesmo não bandidos/policiais. Como temos visto rotineiramente, o das bala perdidas e achadas por crianças ou pessoas totalmente inocentes. Ou, o caso mais recente, do homem morto asfixiado por gás lacrimogênio dentro de uma viatura policial, sem a menor racionalidade, humanidade, misericórdia dos seus algozes.

Ah, nem espero mais que esse meu texto seja publicado, o que me seria de direito como cidadão, e colaborador deste jornal. Isso desde tenra idade, primórdios mesmo, dos bons tempos do papel impresso, como único formato dos jornais entregues sobre as duas rodas das bicicletas, hoje bikes denominadas pelo estrangeirismo crescente.

Mas fica o exercício de me expressar, diante de tantas atrocidades e calamidades as quais estamos vivenciando no atual Brasil. Mas que, a seu tempo, ou seja, no tempo de Deus, todos nós haveremos de prestar contas dos nossos atos e omissões. Tão certo como um dia sucede o outro, de cada vez.

"... mas se depois de cantar, você ainda quiser me atirar, mate-me logo à tarde, às 03:00, que a noite eu tenho um compromisso e não posso faltar por causa de você..." (Belchior)

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