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Memória ferroviária

Redação
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Museu Ferroviário tenta viabilizar a recuperação do "trem histórico"

Museu Ferroviário tenta viabilizar a recuperação do "trem histórico"

O Museu ferroviário está buscando uma saída para o impasse de falta de conservação e recuperação do trem histórico da antiga

"Noroeste do Brasil", que está estacionado em um ramal secundário da ferrovia, ao lado do Museu Ferroviário Regional, que pode ser retirado de Bauru, caso a Prefeitura não cumpra o compromisso de conservação. O diretor do espaço cultural, Gilson Aude, reúne-se, hoje, a partir de 14 horas, no local, com o pastor Abílio Pinheiro Chagas, da igreja "Comunicação e Missão Cristã".

De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, o líder religioso se mostrou interessado em mobilizar a comunidade, sobretudo os empresários que frequentam o templo, para que se cotize e garanta o patrocínio para a primeira etapa das obras de recuperação. Trata-se da cobertura e colocação de grade ao redor dos sete vagões e da locomotiva a vapor, visando a proteção do conjunto, que está ao relento. Ao todo, este trabalho deve consumir entre R$ 10 e 15 mil, conforme as previsões de Aude. "O pastor nos disse que trará uma proposta. Vamos analisá-la, e, se possível, chegar a um consenso sobre o assunto", afirmou o diretor do Museu Ferroviário.

Gilson Aude tem pressa em viabilizar as obras de recuperação do trem histórico. Segundo ele foi informado pela Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), o Museu Ferroviário tem até o dia 18 deste mês para tomar providências. Caso contrário, poderá perder o conjunto, "inegavelmente integrante do patrimônio histórico de Bauru", para a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), com sede em Campinas.

Por isso, o diretor do Museu está agendando novas reuniões, com outros setores da comunidade.

"Precisamos do apoio da cidade para que possamos garantir o seu patrimônio". Empresas e universidades já foram contatadas. Há, ainda, contatos com a diretoria regional do Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Para a recuperação completa do trem histórico, está previsto o investimento de R$ 100 mil.

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