Sinserm sofre arrombamento no final de semana
Sinserm sofre arrombamento no final de semana
Texto: Rita Cornélio e Luciano Augusto
A sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru foi alvo de um atentado político. A opinião é da diretora Eliane Souza Koti. O prédio que abriga a entidade teve a porta da cozinha e uma parede danificadas.
O atentado foi praticado no final de semana, quando a entidade que representa os servidores municipais estava fechada. Ontem, quando a diretoria retornou ao local, percebeu os estragos e acionou a polícia. "Não levaram nada, mas danificaram bastante. Eu encaro como mais um atentado político. Com certeza, os arrombadores queriam ter acesso a documentos que se encontram guardados no local."
A diretora explica que além dos danos, o autor dos danos abriu uma porta que estava trancada em um quarto dos fundos. "Não houve danos, ele apenas abriu, mas na sala não havia nada guardado lá."
Koti aposta em atentado. "Eu acredito em atentado porque o momento político na cidade é delicado." Ela acha estranho que aconteça isso num momento em que o Supremo foi favorável a cassação do prefeito e está em fase de levantamento de novas denúncias contra ele.
"Eles queriam ter acesso aos nossos documentos."
A diretora diz que registrou o fato na polícia e que será instaurado um inquérito para apurar os fatos e autor. "Pedimos que o local fosse periciado e vamos prosseguir com o inquérito," prometeu.
Discriminação
Aproximadamente 300 servidores municipais não estão conseguindo receber o valor dos vales-compra no Banespa, por terem conta em outros bancos. Eles recebem os tickets diretamente da Prefeitura e só podem troca-los no Supermercado SuperBom, que fica no Jardim Araruna.
Para o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), o que a Prefeitura está fazendo é um procedimento discriminatório, já que os servidores estão tendo tratamentos diferenciados.
Enquanto os servidores que têm conta corrente no Banespa recebem o benefício em dinheiro e podem gasta-lo em qualquer supermercado, os que não possuem conta no banco ficam obrigados a gastar o vale-compra em um único estabelecimento.
Compõem este grupo de servidores, funcionários ativos e aposentados, de diversas áreas. Com os aposentados, regidos pelo regime da Consolidação das Leis Trabalhistas
(CLT), o que ocorreu foi que eles optaram em receber os seus salários em outros bancos que não o Banespa. Em relação aos servidores ativos, muitos não possuem contas nesta instituição porque também fizeram a opção por outros bancos e, por isso, saíram prejudicados.
O Sinserm exige uma solução por parte da Prefeitura. Conforme o que disse Idelma Cristina A. Corral, diretora do sindicato,
"isso é uma ditadura, uma imposição. O sindicato exige que a Prefeitura tenha o mesmo procedimento com estes servidores".
Além disso, segundo Corral, os preços praticados pelo supermercado estão mais caros que em outros supermercados. Ela não soube identificar nenhum produto que comprovasse a diferença dos preços, mas disse que muitos dos servidores que trocaram o vale-compra no supermercado SuperBom reclamaram dos preços.
A saída, segundo a diretora do Sinserm, é a Prefeitura negociar com os outros bancos do mesmo modo que fez com o Banespa.