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Comentário esportivo

Leonardo de Brito
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Em Confiança

Em Confiança Leonardo de Brito MISTÉRIO Acho que o Noroeste é o clube mais "misterioso" do mundo. Nem Palmeiras, Vasco, Milan ou Real Madrid vivem tanta indefinição como o nosso alvirrubro. Nunca há respostas para as nossas perguntas, desde contratação ou não de jogador, como coisas mais simples, por exemplo, o rolo que é passado no gramado. Fulano de tal renovou contrato? Haverá física ou coletivo? O time já está escalado? O esquema tático já está definido? Nenhuma resposta positiva. Depois dizem que a imprensa não vai ao estádio ou que só dá chutes com informações erradas. Nada como a transparência. O Norusca enrola até para ser promovido. Ontem, o Azenha ficou a tarde toda à espera de uma confirmação do clube para o JC fotografar os jogadores para um trabalho que publicaremos domingo. Trata-se de uma página especial com informações sobre elenco e comissão técnica, mas parece que não estão dando a mínima para esse inforgráfico, que considero um detalhe a mais na história do clube, além de motivar a torcida. Acham que estão fazendo um grande favor o jornal fotografar o elenco. Não devem gostar de apoio, incentivo, promoção ao time.

DESISTÊNCIA O Novorizontino, que vem aos trancos e barrancos, desistiu de participar da Série A-II, que começará domingo. O time de Novo Horizonte seria o segundo adversário do Norusca, dia 7 de fevereiro. O campeonato deve continuar com 16 equipes, e estou quase apostando que o XV de Piracicaba não disputará a Série A-III, ocupando a vaga do Novorizontino.

NO MORUMBI Depois da surra que levou do Botafogo, o Corinthians busca a reabilitação contra o São Paulo. Enquanto o time comandado Osvaldo Oliveira luta pela primeira vitória, o tricolor, dirigido por Paulo César Carpeggiani é só motivação para o clássico paulista no Morumbi. Mas apesar dos desfalques de Gamarra, Edílson e Rincón, que só se apresentam segunda-feira, o Timão promete apagar o vexame da estréia, domingo passado. Terá de vencer, já que nova derrota aumentará ainda mais a pressão sobre Osvaldo Oliveira.

NO MARACANÃ O clássico carioca entre Botafogo e Flamengo, no Maracanã, tem todas as características de umn tira-teima. Primeiro, porque será a décima-oitava vez que os dois times se enfrentam no Torneio Rio-São Paulo, sendo que cada um venceu seis vezes, somando-se ainda cinco empates. Além disso, a dupla de ataque tetracampeão do mundo estará em campo, embora desta vez defendendo cores diferentes. Bebeto,

à frente de um grupo predominante de novatos, está para o Botafogo assim como Romário está para o Flamengo. Enquanto o rubro-negro estreou perdendo para o São Paulo, o alvinegro fez bonito, goleando o campeão brasileiro.

NO TOPO O Brasil continua em primeiro lugar no raking da Fifa. A França, atual campeã mundial, manteve a segunda colocação.

O ATALHO A Copa do Brasil, criada em 1989 pela CBF para agradar as federações estaduais, já foi chamada por Zico de torneio caça niqueis, mas acabou servindo de atalho para os clubes disputarem a Taça Libertadores. Este ano, vão tentar esta missão praticamente impossível os modestos times do Lagartense, Picos (clube que revelou Brinquedo), Ubiratan, Ji-Paraná, Porto, Interporto, Sinop e Camaçari. Mas nos anos anteriores não foi muito diferente. Chegaram a tentar vaga na Libertadores, Sorriso, Trem, Capela, Corisaba (chegou a ganhar do Botafogo-RJ com um gol de Bitonho), Caiçara, Kabure, Sousa. Este ano, a CBF, para garantir a reeleição de Ricardo Teixeira, inchou a competição para 64 clubes. Isso faz lembrar os tempos do almirante Heleno Nunes, presidente da antiga CBD: onde a Arena vai mal coloca um time no Nacional - em 1979, o Brasileirão chegou a ter 94 clubes, num recorde mundial. POR CIMA Romário recusou boa proposta para jogar durante 70 dias na Arábia Saudita, preferindo continuar no Flamengo e frequentando o Viajandão, na Barra da Tijuca. Deve estar por cima da carne seca. Tem um porém: se fosse jogar no Oriente Médio não seria mais lembrado pela mídia. Ser esquecido

é ruim, principalmente em fim de carreira.

BYE BYE Depois de ser eliminado do torneio de simples do Aberto da Austrália, ao ser derrotado pelo russo Marat Safin, o brasileiro Gustavo Kuerten deu adeus também a chave de duplas - mas sem perder para ninguém. Seu parceiro, o equatoriano Nicolas Lapentti, preferiu se poupar para a disputa das semifinais de simples, em que enfrenta o sueco Enqvist, e para isso, abandonou o torneio de duplas. Guga deve ter entendido, porque simples é mais importante do que dupla. Lapentti é no momento o 91 do mundo, e se avançar para a decisão do Grand Slam, poderá dar um grande salto no ranking, chegando ao 15º lugar, fenômeno semelhante ao que ocorreu com o tenista catarinense.

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