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Leitos hospitalares

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 5 min

AHB fecha leitos e interna menos pelo SUS

Desativação de leitos diminui internações pelo SUS

Texto: Márcia Buzalaf

Em um balanço das atividades do ano de 98, constata-se que foram desativados 80 leitos da Associação Hospital de Bauru (AHB), o que resultou em uma diminuição no número de internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo assim, de acordo com o diretor da associação, Reinaldo Rocha, 42 anos, pode-se dizer que o número manteve-se estável, se for levado em conta as desativações.

Entre os projetos para este ano, estão a implantação do plano de saúde popular e de um convênio com a Unesp para o desenvolvimento de um trabalho de psicologia com os pacientes.

De acordo com o diretor da AHB, que apresentou um balanço das atividades da associação no ano de 98, com destaque para os atendimentos pelo SUS, o número de internações realizadas foi de 19.305, o que resulta em uma média mensal de 1.609 internações por mês, contra os 19.587 internações feitas pelo SUS em 97.

Rocha lembra que 75% das internações dos hospitais da AHB - que engloba o Hospital de Base, a Maternidade Santa Isabel e o Hospital Manoel de Abreu - são feitas pelo SUS, além do que 68% das cirurgias também são feitas com pacientes atendidos pelo sistema único.

Também foram realizadas 9.591 cirurgias durante o ano passado, resultando em 799 operações por mês. Segundo Rocha, estes dados são bem superiores aos apresentados pelos hospitais universitários.

Entre os dados que Rocha acredita terem destaque, estão a realização de 1.564 cirurgias cesarianas, uma média de 130 cesárias por mês. Em comparação com o ano passado, o número é inferior.

Quanto às hemodiálises, foram feitas 12.602 sessões, uma média de 1.050 por mês. Rocha destaca a importância do serviço para os pacientes do SUS: "Esse é um serviço essencial para o paciente com insuficiência renal".

Significativamente maior do que a média de cesárias realizadas nos hospitais da associação pelo SUS foram os partos normais, que somaram 2.158 pacientes no ano, ou seja, 180 pacientes por mês, seis partos normais por dia.

Da somatória das consultas, exames e cirurgias na área de oftalmologia realizadas pelo SUS nos hospitais da associação, pode-se calcular uma média de 2.199 atendimentos por mês, o que soma 26.384 prestações de serviço na

área oftalmológica.

Para Rocha, o mais importante é a manutenção de uma média de internações, sendo que foram desativados 80 leitos no Hospital Manoel de Abreu durante o ano. Além disso, foram desativados 30 leitos este ano.

O diretor da associação destaca o atendimento de radioterapia, da manutenção da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, apesar do prejuízo financeiro que este setor da para a associação, que gira em torno de R$ 20 mil a R$ 25 mil mensais.

A instalação do setor de ressonância magnética, primeiro de Bauru, de acordo com Rocha, no ano passado também foi importante. Rocha afirma que, amanhã, a AHB já está entrando com pedido de credenciamento deste tipo de exame no SUS. Além disso, Rocha também destacou o serviço de endoscopia digestiva montado no Hospital Manoel de Abreu no ano passado.

Tratamentos

Na área de tratamentos, os destaques de Rocha foram para a radioterapia, quimioterapia e litotripsia extra corpórea, a chamada "quebra de pedra no rim".

No primeiro tratamento em destaque, a radioterapia, foram realizadas 13.814 sessões, uma média mensal de 1.152.

Na quimioterapia, o número é menor: foram realizadas 2.336 aplicações, tendo como resultado 195 por mês.

Para os doentes que sofrem com problemas renais, foram atendidos, pelo SUS, 1.301 pacientes, o que resultou em 108 pacientes por mês.

A crescente procura e desenvolvimento da área de fisioterapia também resultou em um número expressivo no balanço de 98, segundo Rocha. Ele afirma que foram feitas 46.098 sessões de fisioterapia, resultando em 3.842 por mês.

Exames

No setor de cardiologia, foram feitos 1.069 exames de cateterismo cardíaco ambulatorial, o que dá uma média de 89 exames por mês.

No setor de radiologia, foram feitos 229.556 números de chapas, o que resulta em 19.130 chapas de radiologia por mês. Este número, em pacientes, cai para o total de 124.803, com a incidência mensal em 98 de 10.400. "No exame,

às vezes, são feitos um ou dois raios X, ou é um raio X só, frente e perfil, o que resultam em duas incidências", explica Rocha.

Foram feitos 2.259 exames de eletrocardiograma, ou seja, 188 exames por mês para os pacientes que foram atendidos pelo SUS.

Quanto ao exame de mamografia, foram atendidas 2.030 pacientes em 98, ou que resultou em 109 exames preventivos por mês.

A associação também realizou, pelo SUS, 3.691 exames de tomografia, 308 mensais.

Para 99

Entre os projetos para o ano de 99, Rocha dá destaque para o Plano de Saúde Popular, que tem, como objetivo, colocar no mercado de Bauru um produto mais acessível para todas as camadas da população. O grande benefício na posição da associação que Rocha destaca é a estrutura, que condiz com as novas exigências dos planos de saúde.

Ainda na maternidade, Rocha destaca a reforma do centro cirúrgico, com a ampliação das salas de cirurgias.

A partir de março, outra novidade. De acordo com o diretor da associação, um convênio com a Unesp de Bauru, em especial, com estagiários de psicologia, primeiramente, para o atendimento em alas infantis. "É para preparar o doente psicologicamente no pré e no pós-operatório", completa.

Rocha ainda lembra da reforma completa da Maternidade Santa Isabel, iniciada em 98. A primeira ala, de atendimento aos pacientes do SUS, já foi concluída. A ala de convênios está em andamento. "Deverá ser reinaugurada totalmente em março", defende Rocha.

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