Principais comissões ficam com oposição
Principais comissões ficam com oposição
Texto: Josefa Cunha
As duas principais comissões permanentes da Câmara Municipal - Justiça, Legislação e Redação e Economia, Finanças e Orçamento - para o exercício dos próximos dois anos estão representadas, em sua maioria, por vereadores que fazem oposição ao prefeito Antonio Izzo Filho. A indicação, com seqüente aprovação dos nomes, ocorreu ontem, durante a primeira sessão ordinária de 1999.
A substituição das oito comissões (confira quais são com as respectivas composições nesta página) tomou a maior parte dos trabalhos de ontem, mas transcorreu sem polêmicas. A única divergência deu-se por conta de parlamentares sem partido interessados em participar das comissões. Pelo Regimento Interno da Casa, somente vereadores com filiação partidária podem compor ou presidir as comissões fixas. Catarina Carvalho, ex-PSL e atualmente sem partido, pretendia candidatar-se à presidência da comissão de Justiça, mas deparou-se com a impossibilidade.
Imprescindível na tramitação de projetos, a comissão de Justiça, Legislação e Redação, até o ano passado presidida por Paulo Agustinho, ficou composta pelos vereadores José Carlos Batata (PT), Luiz Roberto Relvas (PDT), Rubens Spíndola
(PSDB), Paulo Agustinho (PTB) e Leandro dos Santos Martins (PPB),
único representante que apóia Izzo Filho.
Batata foi indicado para presidente, num acordo que também envolveu os candidatos à comissão de Economia. O trato previa a aprovação do nome do petista e, em contrapartida, a escolha de Roberto Bueno (PTB) para presidir a comissão de Economia, que tem como membros João Parreira de Miranda (PMDB), Luiz Carlos Valle (PDT), Maria José Majô Jandreice (PC do B) e Rino Biagio (PPB). A composição das comissões é o primeiro indício do comportamento político dos parlamentares após o retorno de Izzo Filho ao Executivo.
O fato de quatro membros da "antiga situação"
(Catarina Carvalho, Erlon Junqueira, José Eduardo Ávila e Lucrécio Jacques) estarem sem partido - contribuiu para que a oposição tomasse a frente das comissões. As 28 vagas acabaram distribuídas numa proporção favorável à oposição, que agora tem a presidência de cinco das oito comissões.
Poucas discussões
Como já era previsto, a primeira sessão de 1999 foi tranqüila e praticamente sem discussões. O uso da tribuna, inclusive, foi suspenso em virtude do tempo gasto para a indicação e escolha das comissões. O único projeto da pauta em primeira discussão, de autoria do Executivo para concessão de terreno à indústria Ferroart, foi aprovado por unanimidade. Em discussão
única, foi aprovado, também por unanimidade, o projeto que concede o título de Cidadão Bauruense ao comandante do 4.º BPM I, Antônio Sérgio Marsola.
A moção de repúdio proposta por Rubens Spíndola ao desembargador Amador Cunha Bueno, responsável pelo retorno de Izzo Filho à Prefeitura, foi sobrestada a pedido do peemedebista João Parreira de Miranda. O assunto prometia ser o centro polêmico da noite, mas "interesses e conveniências" adiaram-no em três sessões.