Geral

Investimentos

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Yamaha vai investir em modelos básicos

Yamaha vai investir em modelos básicos

Texto: Márcia Buzalaf

Com quase 30 anos de fundação no Brasil, a Yamaha Motor está visando investir no mercado de modelos básicos, aqueles com maior número de vendas e preço mais acessível. Esta foi a afirmação do presidente da Yamaha no Brasil, Yoshimi Watanabe, na inauguração de uma concessionária da fábrica aqui em Bauru.

De acordo com Watanabe, serão investidos cerca de US$ 3 milhões. O motivo é o crescimento do mercado de motos depois de 92. Segundo ele, até 91, a demanda de motos no Brasil girava em torno de 120 mil a 150 mil motos por ano. No ano passado, Watanabe afirma, o número subiu para 500 mil motos por ano.

Os modelos de ciclomotores com até 50 cilindradas, permitidos, recentemente, para uso de adolescentes entre 14 e 18 anos, também são alvo de investimento da fábrica. Segundo o gerente de vendas da Yamaha no Brasil, Aurélio Maranha, uma dos modelos da marca está virando sinônimo do tipo de veículo.

A demanda por este tipo de modelo aumentou significativamente nos últimos meses, principalmente pela liberação do uso por mais uma parcela da população.

De acordo com Maranha, a demanda passou de 800 unidades para cerca de 2000. Mesmo assim, a empresa não deve investir pesadamente nos modelos jovens, justamente por ainda não saber qual será a reação futura dos pais e dos próprios jovens em relação à permissão.

O preço mais baixo destes modelos também são atrativos para os consumidores em uma época de crise econômica. A Yamaha, Watanabe afirma, não altera o preço de sua tabela há quatro anos.

Apesar de afirmarem que a Yamaha deve reajustar os preços em breve - em percentagens ainda não determinadas -, até a semana passada, nenhum aumento de preço em conseqüência da máxidesvalorização da moeda tinha sido feito. "Apesar de que 50% dos componentes são importados", alega Watanabe. "Vamos tentar minimizar o impacto", completou ele.

Watanabe diz que a indústria nacional não suporta a demanda de peças da fábrica. Por este motivo, ele diz que a nacionalização ainda deve demorar para ter uma resposta mais positiva.

A saída para o aumento de preços sugerida por Watanabe não é momentânea, mas, sim, estrutural. Ele defende a nacionalização dos produtos brasileiros, para defender a indústria nacional. "Assim por absorver o impacto da desvalorização", afirmou.

A manutenção dos preços da Yamaha até este ano é justificado, por Watanabe, pelo aumento nas vendas, que ficou na ordem de 13% no ano passado. "Acho que foi a única indústria que cresceu no ano passado", afirmou Watanabe.

A Yamaha investe cerca de US$ 7,5 milhões anuais em suas fábricas. No Brasil, ao todo, são três fábricas

(em Manaus, Guarulhos e São Paulo), com uma produção anual de 30 mil motos e de seis mil unidades de motor de polpa.

Comentários

Comentários