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Comentário esportivo

Leonardo de Brito
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Em Confiança

Em Confiança Leonardo de Brito A DIFÍCIL VOLTA Nenhum dos clubes rebaixados nos últimos anos na Primeira Divisão do futebol paulista conseguiu voltar ao grupo de elite. Em comum, os times rebaixados têm tradição na competição, alguns deles com mais de 50 anos na disputa do Paulistão. Hoje, essas equipes se dividem na Segunda e Terceira Divisões. Outras, praticamente acabaram, como é o caso do Radium de Mococa, Linense e Esportiva de Guaratinguetá. O Radium foi o terceiro clube promovido

à Primeirona, em 1950 - XV de Piracicaba o primeiro, em 49 e o Radium em 1950. O Linense subiu em 52, um ano antes que o Noroeste. A atual Série A-II, lembramos, tem o Bragantino, que foi campeão estadual em 90, e a Ponte Preta, que nas décadas de 70 e 80, foi quatro vezes vice-campeã paulista. O Novorizontino, que fez a final caipira com o Bragantino, em 1990, "fechou para balanço". Já a Ferroviária, que nos anos 60 era considerada o "Santos do Interior"

- no Paulistão de 85 disputou as semifinais - agora está na A-III, uma autêntica Terceirona, onde encontra-se também o XV de Jaú, que foi o quarto clube a ser promovido à divisão principal, em 51, e disputou o Brasileirão de 82. Além do Novorizontino, temporariamente desativado, outro clube que está na pior é o Marília.O MAC, que esteve na Primeira Divisão durante 20 anos, agora amarga a Série B-1, uma Quarta Divisão. TRISTE JORNADA Com ótima atuação de Romário, o grande nome do jogo, o Flamengo atropelou o Corinthians em pleno no Pacaembu. O ambiente que já não era bom no campeão brasileiro, ficou pior com essa quarta derrota em quatro jogos pelo Torneio Rio-São Paulo. Foi uma triste jornada do Timão, que esteve desatento, não criou e nem atacou. Além de jogar mal e dar um adeus oficial à competição, o Corinthians revoltou seus fãs. A Fiel Torcida explodiu de revolta, e alguns de seus integrantes chegaram a pular o alambrado para cobrar mais empenho dos jogadores. Oswaldo Oliveira, com o vexame de ontem no Pacaembu, deve ter encerrado sua curta carreira de técnico do Corinthians. Os torcedores ficaram mais loucos ainda, quando o "professor" substituiu Edu - que vinha sendo um dos poucos destaques da equipe - por Andrezinho. O treinador foi chamado de "burro'' e o jogador deixou o campo chorando.

QUEDA NORMAL Após quatro vitórias consecutivas no Torneio Rio-São Paulo, o time de Carpegiani - o melhor do País até aqui nesse início de ano - sofreu a primeira derrota na temporada. Mas o tropeço diante do Botafogo no Maracanã, não atrapalhou a situação do São Paulo na competição, porque já garantiu a sua vaga nas semifinais. E só precisa de um empate quarta-feira contra o Corinthians, para terminar a fase preliminar como primeiro colocado do Grupo 2. O Botafogo representou um teste decisivo para o time de Carpegiani, que já pode aquilatar as reais condições técnicas e fazer uma previsão quanto ao rendimento do elenco no futuro. O São Paulo teve muitas falhas de marcação. O placar de 2 a 1 para o Glorioso foi justo. SÓ NO PAPEL Começa nesta segunda-feira, o Brasileiro de Basquete Feminino, que na verdade, não passa de um Campeonato Paulista. Nacional, só no nome e no papel, porque a modalidade, forte e de competição, existe apenas no Estado de São Paulo - nunca se desenvolveu no restante do País. A "importação" de jogadoras de equipes paulistas resolve a montagem de um Nacional com quatro times de São Paulo - BCN/Osasco, Arcor/Santo André, Toledo/Araçatuba e Santa Maria/São Caetano. Jogadoras paulistas foram emprestadas para as quatro equipes restantes, de outros Estados: Paraná Basquete (comandado por Hortência), Vasto Verde/Irmãos Zen (Santa Catarina), Sport Recife/Emulsão Scott e o carioca Botafogo. O Botafogo, por exemplo, é um time emprestado de Ourinhos, e o Paraná

é exatamente o mesmo grupo de jogadoras reunidas por Hortência em Americana, e que no ano passado ganhou o título do Rio pelo Fluminense. MAL NA CESTA A direção do Tilibra/Copimax fez um grande investimento para a disputa do Campeonato Brasileiro de Basquete Masculino, mas o time não vem correspondendo. A equipe esteve desatenta na derrota de sexta-feira em Londrina, e ontem, no novo tropeço, foi apática em Franca. Terá de melhorar muito, mas muito mesmo, se quiser ficar entre os oito melhores. MAL DE GOL Em 240 minutos de futebol, além dos acréscimos, o Noroeste não fez um gol sequer. Ontem, voltou a empatar sem abertura de contagem, e a exemplo da partida contra o Botafogo, o time de Luís Carlos Martins esteve apático e sem vibração diante do XV de Piracicaba. Não estive no Barão da Serra Negra - Rodrigo Figueiredo foi escalado para a cobertura do jogo - mas os colegas de rádio não gostaram do que viram e já estão preocupados com a sorte do Noroeste no Paulista da Série A-II. Mas tem um porém: empatar fora de casa é um bom resultado.

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