Sopa é banquete para quem passa fome
Sopa é banquete para quem passa fome
Texto: Erika de Lima
No próximo dia 17, a Casa da Sopa Sonho Meu, localizada na Pousada da Esperança, estará completando oito meses de funcionamento e, graças a iniciativa de Terezinha de Oliveira Lima, estará alimentando muitas crianças, adultos e idosos. A casa serve sopa a todas às pessoas necessitadas, em qualquer faixa etária e sem discriminação. Para quem está com fome, é um banquete.
A idéia de fornecer sopa aos necessitados foi de Terezinha de Oliveira Lima, 38 anos. Ela decidiu dedicar-se a esse trabalho depois que visitou algumas famílias da Pousada da Esperança II que estavam passando por momentos difíceis, algumas com doentes que estavam sem remédios e sem alimentação.
"Há pessoas desempregadas que ficam três dias sem ter o que comer. Pelo menos a sopa não deixa ninguém com fome", ressalta a mulher. Irmã Terezinha, como conhecida no bairro, ficou muito comovida e resolveu tomar alguma providência. Foi então, que começou a preparar e servir sopa na cozinha de sua casa, com apenas uma mesa e duas cadeiras.
De lá para cá, a casa da sopa ganhou nome - Sonho Meu - e foi ampliada. Atualmente, funciona em um salão que comporta 84 pessoas, que podem servir-se à vontade e que repetem o prato duas ou três vezes.
As sopas são feitas com cenoura, batata e outros legumes e carne, para reforçar a alimentação. Terezinha encarrega-se de preparar a comida e sua filha, Sibele de Oliveira Lima, de servi-la.
O que ajuda a manter as portas da Casa da Sopa Sonho Meu abertas são os funcionários da Embratel, que doam tickets
à entidade todos os meses. Como não trata-se de uma instituição que recebe subsídios governamentais, a casa precisa de doações para continuar seu trabalho de solidariedade.
Doações de legumes, verduras e carne também são bem-vindas, pois a quantidade recebida desses alimentos
é mínima. A casa da sopa funciona de segunda a sábado, das 15 às 17 horas. Aos sábados, no período da manhã, é servido leite com café ou chocolate e pão com manteiga.
Terezinha promove um bazar da pechincha com roupas doadas e, com o dinheiro arrecadado, compra mais alimentos para acrescentar
à sopa e até fazer sobremesas em alguns dias. Mesmo com o bazar, há ainda "aperto" no momento de fazer as compras, principalmente agora com o aumento dos preços de alguns alimentos, segundo a idealizadora da entidade.
Os três botijões de gás gastos durante o mês para fazer a sopa também estão inclusos na lista de compras que, às vezes, acaba sendo maior ou menor quantidade, dependendo do dinheiro e das doações recebidas.
"Com sol ou chuva, as pessoas vêm alimentar-se aqui, pois a fome não termina de uma hora pra outra", explica Terezinha.
Para ajudar quem precisa, Terezinha utilizou dois cômodos de sua residência para ampliar a Casa da Sopa e passou a morar nos cômodos do fundo. Para ela, o sacrifício vale a pena porque está oferecendo comida a quem passa fome.
Serviço
Quem quiser contribuir, a Casa da Sopa Sonho Meu localiza-se na rua Augusto Morales, 3-212, telefones 239-7145 e 239-5957