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Solange Monteiro
| Tempo de leitura: 2 min

Autores do atentado a bomba podem responder por terrorismo

Autores de atentados a bomba podem responder por terrorismo

Texto: Solange Monteiro

Os responsáveis pelos atentados a bomba em casas de vereadores e ações violentas contra o veículo da assessora do vereador Lucrécio Jacques podem responder inquérito por terrorismo e até por formação de quadrilha quando os crimes forem elucidados, segundo informações da Delegacia Seccional de Polícia de Bauru.

De acordo com o delegado-assistente Dinair José da Silva, a elucidação desses crimes é um desafio e questão de honra e toda a Polícia Civil está empenhada em ajudar a equipe da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra), coordenada pelo delegado J.J. Cardia, que está centralizando as investigações.

Silva explicou que a Polícia Civil está vendo esses atos como terrorismo porque são repetidos e contínuos deixando a população em estado de alerta constante. Ou seja, os autores desses atos estão buscando disseminar a intranqüilidade entre as famílias de Bauru. Segundo ele, o crime de terrorismo é visto como hediondo pelo Código Penal e não cabe fiança ou benefícios, mesmo que o réu seja primário. Isso significa que a pena, que pode chegar a 24 anos, deve ser cumprida na íntegra, conforme estipulado pelo juiz, em regime fechado.

Explicou também que tanto o mandante quanto quem pratica a ação respondem pelo mesmo crime, sem exceção.

O delegado-assistente informou que as investigações estão bastante avançadas, mas não forneceu maiores detalhes, a fim de preservar o trabalho policial que vem sendo realizado. Reiteração Durante a reunião mensal dos delegados, realizada ontem

à noite, o delegado seccional Luiz Augusto de Oliveira Castro, entre outros assuntos, reiterou o pedido de empenho para que os autores dos crimes sejam apresentados, mediante provas contundentes. Além disso, o próprio delegado-seccional está acompanhando de perto as investigações e pediu que todos os policiais civis, quando estiverem em áreas próximas à residência de um vereador ou vereadora, tenham atenção redobrada para qualquer pessoa ou atitude que possa colaborar na elucidação do fato.

A posição da Delegacia Seccional e, conseqüentemente, da Polícia Civil, não é a favor ou contra essa ou aquela figura política, mas a preservação da ordem e a elucidação dos crimes, segundo Silva.

Mas se os policiais estarão ainda mais atentos, a população não deve entender isso como um esquecimento dos outros crimes. Ao contrário, segundo o delegado-assistente, todos os crimes serão levados em conta e investigados normalmente.

Rojões Sobre o caso dos rojões, o delegado-assistente explicou que a proibição, por parte da Delegacia Seccional,

é resultado do exagero, independente de ser por parte de izzistas ou não.

De acordo com Silva, o delegado-seccional entendeu que a utilização de rojões e o aumento de potencialidade dos foguetórios estavam pondo em risco o cidadão, seja pessoalmente, seja através da fiação elétrica que por ventura pudesse ser atingido.

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