Em Confiança
Em Confiança Leonardo de Brito NÃO DÁ CERTO Eurico Miranda mostrou uma carta da TV Globo, datada de 12 de fevereiro, em que a emissora concordava com a transferência da partida entre Vasco e Fluminense, do Maracanã para São Januário. Jogo esse, lembramos, que deveria ser realizado na última quarta-feira e que acabou cancelado. Segundo o vice de futebol do Vasco, o presidente do Fluminense, David Fischel, estava na reunião e teria concordado com a mudança, sem nada dizer. Eurico disse que só aceitou a marcação do jogo das semifinais e finais para o Maracanã, porque, segundo ele, havia uma armação para colocar o Fluminense no lugar do Vasco, caso o seu clube se recusasse a jogar no estádio. O Vasco pode ter razão, mas como já armou tantas
- por sinal, é chamado de "rei do tapetão"
-, bem que poderia dar um desconto, para não tumultuar. Na verdade, acho que a toda-poderosa plim-plim não tem nada que ficar organizando ou dirigindo campeonato. Foi a promotora da Copa União junto com o Clube dos 13, mas até hoje ninguém sabe quem é o verdadeiro campeão brasileiro de 87: Flamengo ou Sport Recife? Aliás, acho que não pega bem órgão de divulgação ser o patrocinador de torneio ou de atleta, porque causaria ciumeira nos outros. Se o Amador de Bauru levasse o nome de Copa Jornal da Cidade, o Diário de Bauru não tomaria conhecimento, e vice-versa. A Rádio Bandeirantes não chamaria a competição de Copa 710. Já imaginou, locutor da equipe de Celso Zinsly gritar: "Vai começar no Padilhão a decisão da Copa Rádio Auri-verde"? E atleta patrocinado por jornal, rádio ou TV, se acharia no direito de ser destacado todo o dia. E os outros? MELHOR COMO ESTÁ A implantação de dois árbitros para dirigir um jogo de futebol causa polêmica. Eu já afirmei que sou contra. Não gosto, já disse isso, de certas
"inovações", como a cobrança do arremesso lateral com os pés; cobrança perigosa de bola parada com tal número de faltas; afastamento do jogador de campo, por alguns minutos; e fim do impedimento. Já afirmei que futebol tem de ser como ele é. Já que a Fifa pensa em colocar olho eletrônico, que coloque logo robô em campo. Se essas mudanças forem aprovadas, ninguém irá mais aos estádios, porque acabaria a dúvida que sustenta a magia do futebol. O esporte das multidões já nasceu com suas próprias características, e por isso, as regras atuais não devem mudar. JOGADORZÃO Sempre admirei Evaristo Macedo, e gostei da declaração como ele define sua carreira:"Fui melhor como jogador do que sou como técnico". Revelado pelo Madureira, Evaristo sagrou-se tricampeão carioca pelo Flamengo (1953, 54 e 55) e defendeu a Seleção Brasileira em 57, nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo na Suécia. Foi um craque internacional da mais alta categoria, jogando no Real Madrid ao lado de Di Stéfano, sendo também artilheiro e ídolo da torcida do Barcelona. É o recordista na Seleção Brasileira, como o jogador que fez o maior número de gols numa só partida: cinco gols. Nunca participou de uma Copa do Mundo, mas já dirigiu a Seleção, em 1985. Evaristo é bom treinador, mas acho que foi melhor como jogador. Digo, jogadorzão. LANCE FATAL Os jornais deram certo destaque em suas edições de ontem, sobre um lance polêmico que terminou em morte no futebol da África do Sul. O árbitro validou um gol muito contestado. Revoltado com a marcação, um jogador sacou a navalha e ameaçou matar o juiz, que de sua parte tinha uma pistola automática. E deu um tiro no peito do atleta. Dois elementos armados durante um jogo de futebol é incrível. EM ALTA A Bolsa de Valores de Milão suspendeu segunda-feira, as açõees da Lazio, que na véspera venceu a Inter por 1 a 0 e assumiu a liderança do Campeonato Italiano. As ações da equipe romana atingiram a valorização de 51 por cento em relação ao fechamento de sexta-feira.
BAURU E-mail do talentoso comunicador José Esmeraldi, da Rádio Jovem Auri-Verde:"No momento em que temos um belíssimo time de basquete disputando um campeonato nacional, honrando as cores e tradições de nossa cidade, perdemos a grande oportunidade de evidenciá-la sempre que anunciarmos o nome da equipe: Tilibra/Copimax. Porque não Bauru/Tilibra/Copimax, ou Bauru/Tilibra, a exemplo de COC/Ribeirão, Mackenzie/Barueri, Marathon/Franca e por aí afora? Será que existe alguma cláusula contratual que proiba essa ênfase? Se nada impedir, que tal começarmos uma imediata e intensa divulgação de Bauru através da equipe de basquete"? A sugestão do Esmeraldi é extensiva também as rádios que estão transmitindo os jogos da equipe de Guerrinha. Bem, eu gostaria que fosse como antes, quando era só o nome do clube - Luso, Sírio, Tietê, Pinheiros, Espéria, Yara. Mas quem gasta uma nota alta na montagem de time de basquete ou vôlei quer o retorno em termos de marketing, isto é, que se seja destacado o nome da empresa. Não há cláusula nenhuma que impeça a inclusão do nome da terrrinha. A Agência Estado e jornais paulistanos chamam mais nosso time de "o Bauru" do que Tilibra/Copimax.