Geral

Tribunal de contas

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

TCE aprova contas municipais de 96

TCE aprova contas municipais de 96

Texto: Nélson Gonçalves

Presidente do Legislativo, Paulo Madureira (PPB), informa que Tribunal de Contas aprova gastos da Prefeitura e Câmara de 96

O presidente da Câmara Municipal, Paulo César Madureira

(PPB), informou, ontem, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) deu parecer favorável às contas de 1996 tanto do Legislativo como do Executivo. O relatório do TCE será submetido à plenário e dizem respeito aos exercícios do ex-vereador Claúdio Petroni como presidente da Câmara e do último ano da gestão do ex-prefeito Antonio Tidei de Lima (PMDB).

Em entrevista à imprensa, Madureira também falou sobre a reunião dos vereadores com os representantes da DIG-Garra e Delegacia Seccional, realizada ontem à tarde. A pauta foi a segurança dos vereadores e a apuração dos atentados que foram realizados nas últimas semanas. A seguir a entrevista com o presidente da Câmara:

Imprensa - Qual a etapa da análise das contas de 1996?

Paulo Madureira - O Tribunal de Contas dá um parecer final nas contas de 1996, favorável à aprovação das contas da Câmara Municipal de Bauru e da Prefeitura Municipal do mesmo ano. Algumas coisas foram pinçadas pelos técnicos do tribunal e que estão sendo discutidas, mas o parecer é favorável tanto da gestão do último ano do prefeito Antonio Tidei de Lima quanto da gestão de Claúdio Petroni na Câmara.

JC - Este parecer vai à votação em plenário?

Madureira - Primeiro vou encaminhar à consultoria jurídica da Câmara e depois vai a plenário para leitura e votação. O relatório chegou hoje, em 26 de fevereiro, e o parecer do tribunal foi dado em 2 de fevereiro deste ano. E esse relatório vamos encaminhar para o prefeito da parte da Prefeitura.

JC - O que os delegados vieram tratar com os vereadores

à tarde?

Madureira - Os delegados Seccional e da DIG-Garra, Luiz Augusto de Oliveira Castro e J. J. Cardia, vieram fazer um pedido

à Câmara Municipal, principalmente aos vereadores, para que dessem um prazo para a conversa com o governador do Estado, um prazo de 15 a 20 dias, para tentar desbaratar o que está acontecendo em Bauru. Os vereadores que tiveram na reunião foram unânimes em conceder esse prazo solicitado pelo delegado. Nós acreditamos na polícia, acreditamos nos dois delegados. E demos esse prazo para tentar marcar uma audiência com o governador do Estado, para que possamos passar o que está acontecendo em matéria de segurança na cidade de Bauru.

Imprensa - Os delegados pediram prazo preocupados com o desgaste?

Madureira - Não o desgaste, mas assim que nós acreditássemos na polícia, acreditássemos que a segurança dos vereadores e seus familiares seria total e garantida. Nós acreditamos nisso. Se não acreditarmos nas pessoas que estão envolvidas na cidade, nas pessoas que nos dão segurança, nós não vamos acreditar em mais nada. Nós acreditamos na Polícia Civil e na Polícia Militar.

JC - Algum cuidado especial com a proximidade do fim da Processante?

Madureira - Não pelo fato da Comissão Processante, mas pelos fatos que já vêm acontecendo, os delegados pediram atenção. Já foram norteados em mais de três problemas graves. Pediram que os vereadores ficassem em alerta, saindo da rotina, para não dar facilidade para ninguém.

JC - Os delegados deram alguma indicação de que podem dar uma resposta definitiva à população em relação aos atentados?

Madureira - Nós não entramos nesses detalhes. Nós falamos só no que eles pediram. Pediram esse prazo de 15 a 20 dias para dar uma solução e isso foi aceito não só por esta presidência mas por todos os vereadores que compareceram à reunião. Não foi ventilado nada fora isso. Não se prometeu segurança maior, mas o que vem sendo dado. Eu, por exemplo, estou satisfeito. A Polícia Civil e a Militar têm entrado em contato comigo todos os dias, estão dando uma assistência muito boa, perto da minha residência e perto dos locais onde eu costumo frenquentar. Então eu, particularmente, tenho sentido que a preocupação

é muito grande das duas polícias.

Comentários

Comentários