Impotência sexual: mal que tem cura
Impotência sexual: mal que tem cura
Texto: Andréia Alevato
O homem moderno, cada vez mais, está exposto as tensões do mundo, principalmente as relacionadas ao trabalho e ao mercado financeiro. Com esse crescente stress, o homem acaba tendo seu libido abalado e pode ser atingido no que considera seu maior tesouro: sua sexualidade.
O stress emocional gera a hipertensão e acelera todo o processo degenerativo do homem e é a principal causa do colápso do mecanismo de defesa do corpo. O stress agudo conduz diretamente as mudanças fisiológicas e orgânicas.
A impotência no homem se manifesta pela ereção incompleta do pênis ou, em casos extremos, pela ausência total de ereção. A consequência é a total ou parcial da penetração.
Já na mulher, a impotência se manifesta pela frigidez, ou seja, a diminuição ou ausência total do desejo sexual.
A síndrome da impotência sexual masculina é um mal que atinge 15% da população masculina mundial, que, em muitos casos, inviabiliza a concretização da relação sexual. Adinir Janjacomo, o professor Jan, há vários anos estuda a síndrome da impotência sexual. Ele é responsável pelo Instituto de Magnetoterapia Oriental Biokenko Center Magnetic.
Segundo ele, na maioria dos casos, a impotência não
é total, a pessoa passou a ser impotente em determinada
época de sua vida ou está com algum problema de saúde, como stress. Por isso, os tratamentos alternativos, como as técnicas orientais, solucionam a maioria dos casos.
Ereção insuficiente, ejaculação precoce ou ainda desinteresse sexual são os principais sintomas da síndrome da impotência sexual masculina, segundo o professor Jan. Ele afirmou que a maior dificuldade encontrada para o tratamento é negação da impotência pelos homens.
"Há a necessidade da pessoa admitir que sofre de algum distúrbio que está levando-a a impotência. A pessoa tem que aceitar que tem o problema e procurar ajuda, quem entenda do assunto", afirmou Jan.
Não existe um limite de idade para a vida sexual. Qualquer pessoa pode ficar impotente, desde o jovem até o mais velho. O que existe é uma variável influência, gerada por vários fatores pessoais de cada um. Cigarro, bebida e drogas em excesso, vida sedentária, problemas de saúde
(diabetes, stress, altas taxas de colesterol) e o psicológico de cada pessoa levam a impotência.
"Não existe um limite de idade para a vida sexual. Em minha clínica, tenho pacientes com mais de 70 anos que têm a vida sexual ativa. Com tantas possibilidades confiáveis de cura, todo homem pode continuar sexualmente ativo durante toda sua vida. Só fica impotente quem realmente deseja ficar ou quem continua se deixando levar pelos preconceitos. Com o passar dos anos, a tendência é de que o homem diminua sua vida sexual, mas não acabar com ela de uma vez", afirmou o professor Jan.
Há vários tratamentos para a impotência sexual. O professor Jan explicou que quando a impotência é definitiva, o melhor tratamento é a prótese. Mas, quando o problema está na pessoa, quando a impotência
é só uma disfunção, os tratamentos alternativos, como as cápsulas japonesas e coreanas e terapias magnéticas, resolvem. Sobre o Viagra, o responsável pelo Instituto de Magnetoterapia Oriental disse que o remédio só trata momentaneamente do problema.
"Existe solução para a impotência. A pessoa precisa procurar saber qual é o seu problema e buscar o tratamento correto. O Viagra e as outras drogas parecidas são momentâneos, só tratam do problema na hora. O que
é preciso tratar é o homem e a mulher", completou.
Estar de bem com a vida e consigo mesmo para são fatores que ajudam no bom desempenho sexual.
"Se a pessoa vai ter uma relação, mas já vai pensando que não vai dar certo, que vai falhar, com certeza ela vai falhar", disse.
Mas, nem o problema não é só do homem. A mulher também pode ser impotente, no caso, frígida, por não ter vontade de ter relações sexuais ou não ter prazer sexual. Nesse caso, é a mulher quem deve procurar ajuda.
"Às vezes, a mulher tem relação sexual com o parceiro porque ele quer, mas ela não sente nenhum prazer na transa. O problema está com ela, então ela deve procurar ajuda", disse.
Para o professor Jan, a melhor forma de tratar da impotência
é deixar o preconceito de lado e procurar especialistas e tratamentos adequados.
Ereção insuficiente
Os estudos sobre ereção começaram na França, com o médico Virag. Sabe-se que a impotência pode ser um problema psicológico ou físico (de origem vascular).
O professor Jan disse que, em aproximadamente 40% dos casos o problema é a fuga venosa do sangue do pênis, o que acontece principalmente entre homens com idades entre 20 e 45 anos. A fuga consiste no escape (através das veias) do sangue, que fica sob pressão no pênis e leva o homem a ter uma ejaculação precoce e uma ereção insuficiente para conseguir a penetração.
Ejaculação precoce
Junto a glândula do pênis existe um feixe nervoso que pode, em alguns casos, ficar excessivamente desenvolvido e leva o paciente a perder seu auto-controle. Isso pode acontecer com pessoas que estão estressadas, preocupadas com a situação financeira ou qualquer outro problema.
Quando o homem procura ajuda, ele volta a ter controle sobre o momento do orgasmo, fator de grande importância para se manter um bom relacionamento sexual.
Você tem medo de falhar na hora H?
André Pavan Monteiro, 20 anos
"Não, porque qualquer um pode falhar. A pessoa pode ter ou estar com algum problema e falhar na hora. Mas, ninguém assume que já falhou. Eu ainda não falhei nenhuma vez"
Thiago Azevedo Guilherme, 16 anos
"Nunca pensei nesse medo e acredito que não tenho medo de falhar. Se acontecer, posso até ficar frustrado com a situação, mas acho que não vou pensar que é algum problema patológico. E eu nunca passei por isso"
Alexandre Pitoli, 24 anos
"Eu não tenho medo, mas se falhar a gente conversa. O medo é um dos principais fatores que interferem numa relação e que pode levar o homem a falhar. Mas, qualquer homem já passou por isso, e quem diz que nunca passou, está mentindo. Eu já falhei, porque tinha na cabeça a idéia de que não poderia falhar. Quando o nervoso toma conta, atrapalha, bloqueia"
Fábio Bastos, 27 anos
"Não, porque nunca aconteceu comigo. Se acontecer, dou um tempo e tento de novo. Falhar uma vez não é sinal de impotência"
Alexandre Vinicius Zorzi Segalla, 23 anos
"Não tenho medo, porque sempre tem um jeito de compensar, a gente sempre tem outros recursos para satisfazer a mulher. Ejacular não é tudo numa transa e é legal você satisfazer a outra pessoa. Eu já falhei uma vez, mas compensei"