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Falências

Paulo Toledo
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Pedidos de falência caem em fevereiro

Pedidos de falência caem em fevereiro

Texto: Paulo Toledo

Os pedidos de falência que deram entrada no Cartório de Ofício de Distribuição Judicial do Fórum de Bauru, em fevereiro, tiveram uma retração de 33,3%, em relação ao mesmo mês de 98, caindo de nove para seis. Se comparado com o mês anterior, quando foram feitos 13 pedidos de falência, a queda chega a 53,85%, segundo levantamentos do diretor do Cartório, Claudemir Jair da Silva, 42 anos (veja quadro). No bimestre, os números de 98 e 99 são exatamente iguais.

Para o economista e chefe do Departamento de Economia da Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), Wagner Ismanhoto, 36 anos, essa retração se deve à seletividade que vem ocorrendo no mercado, na qual as empresas com menor poder de fogo já sucumbiram e, agora, há uma resistência maior das que continuam, que estão mais estáveis.

Ismanhoto diz que, atualmente, o número de empresa é menor do que em 98 e, por isso, a estabilidade no número de pedidos de falência indica, indiretamente, que houve um crescimento na proporcionalidade.

Ismanhoto destaca que as empresas vivem um cenário de dificuldades cada vez maior, com crescimento da inadimplência, retração no volume de vendas e dificuldades para obtenção de capital de giro, que levam a uma projeção de crescimento do número de falências em 1999. "Os quatro primeiros meses do ano serão terríveis em nível de desempenho da economia. Então o quadro para as empresas, infelizmente, não deverá ser bom", afirmou.

Ele afirma que a questão cambial e a alta nas taxas de juros vão provocar mais problemas, principalmente, para as empresas que não estão capitalizadas e estão tomando empréstimos em bancos para colocar seus produtos no mercado. Ele destaca que, ao longo dos quatro anos de Plano Real, as empresas mais frágeis foram ficando pelo caminho e as que estão no mercado têm uma resistência maior. "Mas, tudo tem um limite. Empresa nenhuma, mesmo que capitalizada e bem administrada, pode suportar um cenário de baixas vendas e recessão, sem se adequar. Isso não significa que vai fechar. As empresas capitalizadas têm outras alternativas", afirmou.

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