Fórum da Cidadania faz ato pró-cassação
Fórum da Cidadania fará ato pró-cassação e pede punição de ex-assessores
O Fórum de Debates e Ações da Cidadania de Cidadania, movimento que surgiu em oposição à administração Izzo Filho, voltará às ruas no próximo dia 17, data provável para a sessão de julgamento que deverá cassar o prefeito afastado pela segunda vez. Os integrantes do Fórum estão convocando toda a população para que participe, em frente à Câmara, a partir das 17h30 da quarta-feira, de um ato público em favor da cassação.
Em nota enviada à imprensa, a coordenação do Fórum informou que estará atuando também em favor da punição de todas as pessoas envolvidas no esquema de corrupção que motivou a série de processos contra Izzo Filho e seus ex-assessores. O movimento pretende cobrar a continuidade das investigações e a punição de todos que, direta ou indiretamente, lesaram e "usufruíram" do patrimônio do município. O Fórum, inclusive, sugere que seja decretada a indisponibilidade dos bens e quebra do sigilo bancário dos que ocuparam cargos de confiança na gestão Izzo Filho. Também pretendem insistir na necessidade de a Receita Federal abrir operação "pente fino" para detectar enriquecimentos ilícitos.
Na abordagem da corrupção que vinha instalada na administração municipal, o Fórum da Cidadania denuncia a diretoria da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB), vítima de extorsão, segundo apurações da Polícia. Segundo os integrantes do movimento, a diretoria da empresa "também praticou atos ilícitos para obter vantagens e, por esta razão, deve responder por suas ações".
Outro ponto destacado na nota diz respeito ao aumento das tarifas dos ônibus circulares, um problema "que continua sem solução". "O Poder Judiciário, que agiu com todo o rigor e celeridade necessários, não pode continuar postergando a decisão sobre a ilegalidade do aumento das passagens. O prefeito em exercício e a Câmara também têm todas as condições para contratar auditorias e constatar que os valores cobrados estão muito além da remuneração necessária para manter o sistema", diz a nota, subscrita pelo PT, PSTU, PC do B, PCO, Sindicato dos Ferroviários, Sindicato dos Bancários, Sinserm, Coletivo do Movimento Resistência, Consleho Diocesano de Leigos, União dos Estudantes Secundaristas e União da Juventude Socialisra.